RCB/TuneIn
Domingo, 15 Dez 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POL√ćTICA
PROPOSTA APROVADA POR MAIORIA
Rádio Cova da Beira
Est√° concretizado o acordo de regulariza√ß√£o de d√≠vida entre a c√Ęmara municipal da Covilh√£ e a empresa ¬ďPark C¬Ē, referente ao processo do silo auto da pra√ßa do munic√≠pio e que resultou numa condena√ß√£o da autarquia, por um tribunal arbitral, ao pagamento de uma verba a rondar os oito milh√Ķes e meio de euros.
Por Nuno Miguel em 29 de Dec de 2015

O tema esteve em cima da mesa em reunião de carácter extraordinário do executivo, tendo sido apresentada uma proposta de cedência de créditos a um sindicato bancário composto por “Montepio Geral” e “Millenium BCP” para pagar ao longo de dez anos. As primeiras 36 prestações vão ter um valor mensal de 30 mil euros e as restantes de 50 mil.

Nuno Reis, vereador do movimento “Acreditar Covilhã” foi o único a votar contra esta proposta por considerar que “este acordo lesa de forma majestosa os interesses da cidade da Covilhã; o acordo inicial previa o pagamento diluído durante um prazo de 30 anos e temos agora quase o mesmo pagamento, em que a verba difere em 800 mil euros, num prazo de 10 anos. Se por um lado as prestações deixam de ser tão diluídas no tempo a verdade é que os encargos financeiros na próxima década vão ser muitíssimo elevados e por isso muito prejudiciais à vida dos munícipes e que compromete claramente aquilo que vai ser a acção deste e dos próximos executivos”.

Já o vereador da CDU acabou por se abster na votação. De acordo com José Pinto esta solução “é o resultado de uma péssima gestão da anterior câmara que obrigou este executivo a fazer uma despesa que vai custar muito a pagar aos munícipes do concelho da Covilhã e que ultrapassa em muito os 12 milhões de euros; o único senão que eu aqui coloco em relação à forma como todo este processo foi gerido é o facto de não se ter feito uma planificação temporal dos problemas que é preciso resolver; esta questão era previsível em Maio e só agora em Dezembro é que houve uma deliberação sobre o assunto”.

Na declaração de voto, o vereador do movimento “Acreditar Covilhã” destacou ainda que o orçamento da autarquia para 2016 não contempla nenhuma verba para o pagamento desta dívida, o que pode colocar o município sob a alçada do Fundo de Apoio Municipal. Vítor Pereira refere que essa questão não está em cima da mesa e refere que, do ponto de vista financeiro, esta solução permite à autarquia poupar um milhão e 800 mil euros em relação à proposta que foi apresentada pelo anterior executivo “feitas as contas esta solução perfaz a quantia global de 11 milhões, 101 mil 473 euros e 20 cêntimos; comparando com a proposta que foi feita em Setembro de 2013 pelo anterior executivo estávamos então a falar de um montante global de 12 milhões, 938 mil e 34 euros e 16 cêntimos ou seja, temos uma diferença de menos um milhão e 800 mil euros”.

Para além da questão financeira, o presidente da câmara da Covilhã refere que a solução agora encontrada tem ainda outras vantagens “resolvemos um problema que não criámos, que advém de um incumprimento reiterado e grave do anterior titular deste órgão. Pagamos em 10 anos em vez de ser em 30 anos, entramos já na propriedade do parque de estacionamento e não empurramos as dívidas com a barriga para a frente. Estamos a fazer um acordo que se enquadra dentro do horizonte da nossa governação se esse for o entendimento das populações e merecermos a sua confiança”. 

Uma reunião que ficou marcada pela ausência de Carlos Martins. Um facto que foi notado pelos vereadores da oposição. Para o eleito da CDU, José Pinto “é de lamentar a ausência do senhor vereador em regime de permanência até porque ele foi um dos mais intervenientes neste processo negocial e estranhamente hoje não esteve aqui. Parece-me ter havido alguma falta de solidariedade e de alguma responsabilidade de informação em relação a todo este processo”.

Uma posição que o vereador do movimento “Acreditar Covilhã” também considera estranha. Para Nuno Reis a substituição de Carlos Martins por João Marques nesta reunião do executivo não surge por acaso “obviamente que a sua ausência foi notada até porque foi ele que iniciou as negociações com uma estrutura bancária e ele próprio por diversas vezes afiançou que o assunto estaria resolvido pela mão dele. Creio que esta ausência não foi por acaso e deve ser justificada por quem de direito”.

Na resposta o presidente da câmara da Covilhã garante que a ausência de Carlos Martins nada tem a ver com os motivos evocados pelos vereadores da oposição. Vítor Pereira garante que não existe nenhuma divergência com o vereador em regime de permanência em relação a este assunto “nunca o senhor vereador mostrou qualquer dissonância; numa fase inicial ele próprio esteve empenhado na resolução desta questão relacionada com o pagamento desta dívida que herdamos; ainda antes de estar marcada a reunião ele transmitiu-me que durante estes dois dias não iria estar na Covilhã por compromissos anteriormente já assumidos e foi por isso que não pode estar presente”.

  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados