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POL�TICA
“SOLUÇÃO ESTÁ CONSENSUALIZADA”
Rádio Cova da Beira
Vítor Pereira garante que a câmara da Covilhã não vai desistir de colocar o tribunal de trabalho a funcionar nas antigas casas de função dos magistrados, junto ao tribunal da Covilhã, onde actualmente está a funcionar a sede da associação “Rude”.
Por Nuno Miguel em 26 de Dec de 2015

O tema voltou a estar em cima da mesa na última reunião pública do executivo onde o vereador do movimento “Acreditar Covilhã”, Nuno Reis, apresentou um requerimento no sentido de saber quais os passos que estão a ser dados no sentido de evitar a transferência do tribunal para outro concelho “como sabe até há compromissos de verbas que estão captadas de fundos comunitários para obras deste serviço, que tem um período de duração muito curto, e se essa mudança não for feita rapidamente elas não vão poder ser pagas por essas verbas. Nesse sentido gostava de perceber quais são as últimas movimentações em relação ao tribunal de trabalho e mostrar-lhe novamente a nossa preocupação em relação a este assunto”.

Um edifício que recentemente foi visitado pelo vereador da CDU. José Pinto confessa ter ficado muito preocupado com o cenário que encontrou “o tribunal está num autêntico perigo. O edifício está em ruinas, apresenta fissuras grandes nas paredes; quando eu lá estive faltou a luz durante uma reunião com a doutora juíza e ela disse que num caso destes é preciso esperar sempre mais de 10 minutos para se voltar a poder ter acesso informático aos processos. Os funcionários nem podem ter equipamento eléctrico para aquecimento e usam equipamentos a gás o que torna esta situação ainda mais preocupante”.

Também o vereador do PSD se mostra preocupado com a falta de condições do actual edifício. Joaquim Matias chegou mesmo a apresentar uma proposta para que o auditório municipal pudesse acolher, de forma provisória, o funcionamento daquele tribunal “este edifício tinha condições para, em termos provisórios, poder acolher o tribunal. Tem gabinetes disponíveis e um espaço que seria uma sala de audiências de excelência; eu tenho vindo a ponderar esta matéria e penso que conjugando esforços com o presidente da assembleia municipal podíamos aqui encontrar condições provisórias para isso”.

Na resposta o presidente da câmara da Covilhã refere que a autarquia não vai desistir da ideia inicial para a instalação do tribunal de trabalho. Vítor Pereira referiu que chegou a ser apresentada uma outra alternativa provisória mas que não teve acolhimento por parte do conselho consultivo da comarca “eu cheguei a propor, a título provisório, a cedência no espaço para onde está programada a abertura de espaços comerciais, no rés de chão do edifício da câmara, mas aquilo que os responsáveis da justiça querem evitar é que o poder político e o poder judicial se encontrem sobre o mesmo tecto. De qualquer maneira temos outras alternativas provisórias porque nós não desistimos da solução inicial, que entendemos que deve ser a definitiva e que já foi consensualizada por todos, e que é a que mais se compagina com a realidade e que passa por juntar todos aqueles edifícios no nosso campus da justiça”.

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