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POL�TICA
BE: ABOLIÇÃO DE PORTAGENS NA A23
Rádio Cova da Beira
O Bloco de esquerda apresentou na Assembleia da república, no passado dia 11 de dezembro, um projecto resolução com o objectivo de abolir as portagens na A23
Por Paulo Pinheiro em 21 de Dec de 2015

Em comunicado, a Comissão Coordenadora Distrital de Castelo Branco (CCDCB) reafirma a sua vontade "de por cobro a este imposto extra à interioridade que contribui diariamente para aumentar o fosso entre o interior e o litoral" e desafia os deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Castelo Branco a posicionarem-se do lado das populações que os elegeram "e contra os lóbis das parcerias público-privadas que auferem de rendas milionárias através destas concessões, apresentando, também eles, projectos de resolução que visem o fim das portagens nas ex-SCUT, nomeadamente na A23".

No projeto de resolução apresentado na AR, o Bloco de Esquerda defende que a Autoestrada da Beira Interior é uma uma  acessibilidade estruturante e estratégica para toda a mobilidade nos distritos de Santarém, Portalegre, Castelo Branco e Guarda, sendo  um fator de coesão territorial e de promoção do desenvolvimento económico para várias regiões "que enfrentam graves problemas de isolamento, depressão e desertificação".

O BE recordaa que não existem quaisquer alternativas de acessibilidades à A23, nem no âmbito de transporte coletivo, o que sempre justificou a isenção de portagens nesta via e que Eem muitos dos troços a A23 foi construída sobre anteriores itinerários, noutros a circulação rodoviária é feita por dentro das localidades para quem não quiser utilizar a autoestrada

"Em termos de mobilidade, a implementação de portagens na A23 representou um grave retrocesso de muitos anos nos distritos de Santarém, Portalegre, Castelo Branco e Guarda", sustenta

 

 

Para o Bloco de Esquerda, a vertente económica, a introdução de portagens na A23 também se revelou "muito injusta e penalizadora para populações e empresas dos distritos abrangidos. São zonas muito atingidas pelo desemprego, precariedade e exclusão social e as portagens agravaram dramaticamente a crise económica e social. 

 

Com a proposta, o Bloco de Esquerda afirma pretende "promover a coerência legislativa com os princípios da coesão territorial e os direitos dos cidadãos.             

 


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