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Segunda, 06 Abr 2020
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POL�TICA
"CARVALHAL" DA DISCÓRDIA
Rádio Cova da Beira
Requalificação urbanística do largo do Carvalhal, em Valverde (Fundão), aquece discussão na sessão da assembleia de freguesia da União de Freguesias do Fundão, Valverde, Donas, Aldeia de Joanes e Aldeia Nova do Cabo. O assunto tem mais de duas décadas mas continua na ordem do dia
Por Paulo Pinheiro em 20 de Dec de 2015

Há mais de 20 anos que os moradores do Carvalhal reclamam a requalificação daquela área. De promessa em promessa, até hoje nada feito.

Em Setembro do ano passado, câmara municipal do Fundão, união de freguesias do Fundão, Valverde, Donas, Aldeia de Joanes e Aldeia Nova do Cabo e fábrica da igreja, a dona do terreno, assinaram um protocolo, muito saudado e aplaudido, com o objetivo de ser elaborado um projeto, feira uma candidatura e avançar com a obra. Passou mais um ano e o resultado está à vista.

 

Na reunião que a junta da União manteve com os partidos da oposição, com vista à elaboração do plano para 2016, o PS apontou a obra do Carvalhal como prioridade para o próximo ano e gostaria de ver uma rubrica aberta com montante para a empreitada.

Na última sessão da assembleia de freguesia, quando se discutia o orçamento e plano, e depois de Glória Canavilhas, da bancada do PS, ter colocada várias questões sobre valores e prioridades comparativamente ao ano transato, também da bancada socialista surge Rui Rolo que lançou o “rastilho” para a discussão.

“A manter-se a situação tal e qual está este orçamento tem o chumbo do PS”

A discussão aqueceu e foram vários os membros do órgão a intervirem. Luís Oliveira propôs a criação de uma comissão composta por membros da assembleia e executivo, com audição da população do Carvalhal, para acompanhamento do assunto e deixou o aviso ao PS

“A não aprovação do orçamento trás consequências ao executivo e trás consequências objetivamente aos trabalhadores, aos fornecedores desta junta e às parceiras que se possam estabelecer em prol do benefício dos cidadãos desta freguesia e a vossa (PS) votação, na eventualidade de inviabilizarem algumas situações, será responsável por isso”, defendeu.

Vítor Cunha, negou que a sua bancada esteja a defender a Fábrica da Igreja, pois o único objetivo é resolver o problema às populações. Quanto à obra poder transitar para 2017, o elemento do PS fez o reparo

“2017 é um ano glorioso, que apetece fazer obras, em que todos os projetos serão aprovados, onde haverá dinheiro para quilo que nos anos anteriores  não existia… O PS defende a necessidade de não continuar a empurrar obras para o final de 2017, que até dá jeito, mas a fazê-las antecipadamente porque é às pessoas é que dá jeito”, afirmou.

Luís Clemente, da bancada DAR, lembrou alguns pedidos de reunião feitos pela então junto de freguesia á fábrica da Igreja, que nunca esteve presente, enquanto José Ramalho, único elemento da UPF, questionou os resultados do protocolo assinado o ano passado

“Com tudo isto, parece que estamos a brincar desde a assinatura do protocolo porque se há três pessoas que assinaram o documento e se ainda não fizeram projeto nenhum, nem sabem de nada, e se em 2016 também é para nada se fazer chegamos a 2017 e não há projeto nem se faz a obra. Isso dói um bocado”, sustentou.

Antes, Rui Rolo com Francisco Oliveira, ex-membros da junta de freguesia de Valverde, hoje em bancadas diferentes, e com Graciosa Ferreira envolveram-se numa troca de palavras azedas numa discussão que se prolongou no fim da sessão.

Depois de muitos argumentos, críticas e respostas, o presidente da junta deixou uma garantia e fez a síntese do debate

“Muita parra e pouca uva e apetece dizer “De quem é o Carvalhal, é nosso! Nós assumimos que haja ou não projeto, e desde que haja acordo com a dona da obra (Fábrica da Igreja), a junta de freguesia assume a execução da parte que está em terra batida, que está junto às casas ”, assegurou o autarca.

Com esta garantia e com a criação da comissão, formada por elementos da assembleia de freguesia e executivo, que vai acompanhar o processo, o plano e orçamento, no valor de 565 mil euros, o valor mais baixo dos últimos anos, foram aprovados por maioria, com quatro abstenções.

 

 

 

Foto da zona do Carvalhal (Valverde) de  Blog Valverde City 

 


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