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CULTURA
REDES SOCIAIS: ESPAÇO DE JOVENS, TEMORES DE ADULTOS
Rádio Cova da Beira
¬ďNove em cada 10 jovens (9-16 anos) do distrito de Castelo Branco come√ßaram a usar redes sociais online (como o Facebook, o YouTube, o Ask.fm ou o Tumblr) antes dos 13 anos e cerca de 10% dos jovens tiveram o seu primeiro perfil numa rede com idades entre os seis e os nove anos¬Ē.
Por Paulo Pinheiro em 02 de Dec de 2015

Os jovens do distrito usam os media sociais e as redes sociais online em particular, numa lógica global. A conclusão é de um estudo agora publicado, cujos dados foram recolhidos em Castelo Branco, Idanha, Oleiros, Proença, Sertã e Ródão.

 

Mais de 90% dos jovens (9-16 anos) do distrito de Castelo Branco começam a usar redes sociais online (como o Facebook, o YouTube, o Ask.fm ou o Tumblr) antes dos 13 anos e cerca de 10% dos jovens tiveram o seu primeiro perfil numa rede com idades entre os seis e os nove anos. Os seus professores e os encarregados de educação confirmam a elevada utilização e temem os riscos a que os jovens estão sujeitos, centrando-se menos nas oportunidades que podem decorrer desse uso.

Os dados são de uma investigação realizada no distrito de Castelo Branco entre 2012 e 2015, cujos resultados são apresentados num capítulo do livro “Investigação em media sociais: uma visão glocal”, que acaba de ser publicado pela RVJ-Editores. O livro, organizado por Vitor Tomé, Evelyne Bévort e Vitor Reia-Baptista, conta com mais seis artigos de investigação na área dos media sociais, escritos por investigadores de países como Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Espanha e Estados Unidos da América.

A investigação portuguesa foi realizada pelo jornalista albicastrense Vitor Tomé, para quem, “em termos de usos, práticas e participação nas redes sociais, a cultura digital dos jovens do distrito não é diferente da cultura dos jovens de Nova Iorque, do Rio de Janeiro ou de Melbourne, como apontam os dados da comparação dos nossos resultados com os de outros estudos”.

A investigação foi realizada no âmbito de um projeto de pós-doutoramento financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), com o apoio da Universidade do Algarve, do CLEMI-Paris e da Universidade Católica de Milão. O resultado “interessa a professores, a pais e encarregados de educação, bem como a jovens, pois consideramos que muitos se irão rever nas muitas citações de pares”.

Ao nível da metodologia usada, depois de validar três questionários específicos em função de cada grupo, obteve resposta de 549 jovens, 267 dos seus encarregados de educação e 150 dos seus professores. Os dados estatísticos, recolhidos em Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila Velha de Ródão, eram “interessantes”, mas foi decidido não os publicar. “Em vez disso, partimos desses resultados e entrevistámos 142 jovens, 20 professores e 20 encarregados de educação, sendo que todos eles tinham participado no estudo quantitativo”, afirma.

A metodologia permitiu “corrigir algumas conclusões que resultaram da análise das respostas aos questionários”, sendo que, em alguns casos, houve mesmo contradição o que foi afirmado nos questionários e nas entrevistas. “A vantagem é que, com as entrevistas, foi possível perceber melhor os resultados e entender as justificações para algumas contradições surgidas”, explica.

O livro está a ser comercializado pela RVJ-Editores, na Loja Virtual Ensino Magazine, desde segunda-feira, 30 de Novembro. A tiragem foi de 500 exemplares, com preço unitário de venda de 20 euros. A apresentação foi realizada na rede social Facebook, mas Vitor Tomé refere estar “disponível para apresentar os resultados nas escolas, por solicitação destas, em sessões abertas a toda a comunidade escolar e educativa”.


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