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Quinta, 17 Out 2019
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CULTURA
“DIÁSPORA”: SEGUNDA EDIÇÃO CHEGA AO FIM
Rádio Cova da Beira
A cultura não pode continuar a ser encarada como o parente pobre das políticas públicas em Portugal. A afirmação feita em Belmonte por Gabriela Canavilhas que foi a oradora convidada da conferência de encerramento da segunda edição do festival literário daquele concelho.
Por Nuno Miguel em 24 de Nov de 2015

A antiga ministra da cultura sublinha que “cada vez mais a cultura é considerada como um dos pilares da civilização e ela só é um parente pobre do ponto de vista das prioridades políticas sobretudo em governos mais à direita como tem acontecido nos últimos anos em Portugal. É claramente reconhecido em termos europeus que a cultura é um dos pilares do desenvolvimento e por isso eu acredito que cada vez mais a ideia do parente pobre está a ser destruída muito devido à acção dos pequenos centros que se estão a encarregar de provar que a cultura é também um dos pilares do desenvolvimento regional”.

Gabriela Canavilhas aponta ainda a realização do festival literário de Belmonte como um dos exemplos da democratização da cultura que vão acontecendo em todo o país “Portugal é demasiado pequeno para estar centrado no litoral e nas grandes cidades e nós sabemos bem o dinamismo que existe no interior e tanta vontade de participar nos movimentos culturais. Por isso todas as iniciativas que aproximem as populações e promovam a coesão cultural do país são imprescindíveis e festivais como este tem uma importância vital no processo de democratização da cultura”.

Também a organização faz uma avaliação muito positiva da segunda edição da “Diáspora”. Um certame que pretende cada vez mais afirmar-se a nível regional, caminhando para ser um dos maiores eventos culturais da Beira Interior, como refere João Morgado, chefe de gabinete do presidente da câmara de Belmonte “essa é que é a nossa grande ambição; não estar fechado sob quatro paredes mas ser um festival que marque a região e que chame cada vez mais as pessoas a sair de casa e a virem aqui debater assuntos com pessoas que muitas vezes admiram e é uma oportunidade única para ouvir as suas palavras, poder falar com elas, porque essa proximidade aos autores é fundamental e sempre que se conhece pessoalmente um autor acaba por se ter também um interesse maior sobre a sua obra”.


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