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Segunda, 17 Jun 2019
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POLÍTICA
“ALGUMA COISA VAI MUDAR”
Rádio Cova da Beira
Catarina Martins está convicta de que a proposta do orçamento de estado para 2016 vai contemplar uma proposta para a diminuição do valor das portagens na A 23.
Por Nuno Miguel em 20 de Nov de 2015

A coordenadora do Bloco de Esquerda marcou presença numa sessão de esclarecimento, que decorreu na Covilhã, e onde referiu que “a caminho para aqui vinha precisamente a comentar o roubo das portagens e eu julgo que vai ser possível alterar isso. A posição do Bloco de Esquerda é que é preciso acabar com as portagens na A 23 e essa não é exactamente a mesma posição do PS mas alguma coisa irá seguramente mudar a esse respeito e isso será debatido no âmbito da proposta do orçamento de estado para 2016”.

O mesmo se passa em relação à interrupção do processo de devolução de hospitais a santas casa da misericórdia. Catarina Martins sublinha que “há um ponto expresso no acordo com o PS no sentido de parar essa transição e há outro tempo que diz claramente que não vão ser feitos mais cortes no estado social mas isso é também uma matéria que vai ser discutida no orçamento, onde vai haver negociações sobre todas as questões concretas como estas”.

Sobre a instabilidade política do país, a coordenadora do Bloco de Esquerda refere que não resta outra alternativa ao Presidente da República do que indigitar António Costa como primeiro ministro. Sobre o acordo celebrado com o PS, Catarina Martins refere que o entendimento com os socialistas “só foi possível dada a aceitação de algumas propostas fundamentais como o facto de o PS ter abandonado as propostas sobre o regime conciliatório de despedimentos, a baixa da TSU patronal e ainda acabar com a lógica de congelamento de pensões”.

Catarina Martins refere que o acordo celebrado entre as forças políticas da esquerda “dá todas as garantias para o normal funcionamento das instituições democráticas”. Já quanto ao facto de o Bloco de Esquerda não integrar um elenco governativo a questão é diferente uma vez que há propostas de que o BE não abdica “uma era que os 700 mil desempregados passassem a ter subsídio social de desemprego assim como haver uma convergência das pensões mínimas com o salário mino nacional e nenhuma destas medidas é possível sem existir uma reestruturação da dívida. O PS foi eleito com um compromisso do ponto de vista europeu que considerou que não era possível dar esse passo e por isso nós também não podíamos dar o passado de integrar o governo com esta divergência porque as reuniões do conselho de ministros iriam ser impossíveis”.


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