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Quarta, 15 Ago 2018
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SOCIEDADE
TRIBUNAL CONDENA PAULO DE OLIVEIRA
Rádio Cova da Beira
O empres√°rio covilhanense foi esta tarde condenado, pelo tribunal da Covilh√£, ao pagamento de uma indemniza√ß√£o no valor de dois mil euros acrescido de 100 dias de multa a um valor di√°rio de 12 euros por um crime de difama√ß√£o contra o antigo presidente da c√Ęmara da Covilh√£.
Por Nuno Miguel em 29 de Oct de 2015

O tribunal considerou provado que as afirmações proferidas pelo empresário numa sessão que decorreu no salão nobre dos paços do concelho no dia 18 de Fevereiro de 2014, em que foi levantada a suspeita sobre de que teria sido a empresa “Somague” a construir a casa do ex autarca são atentatórias do bom nome e dignidade de Carlos Pinto e condenou por isso Paulo de Oliveira por um crime de difamação.

Conhecida a leitura do acórdão, o antigo presidente da câmara da Covilhã tornou público que vai entregar o montante a duas instituições de solidariedade social e referiu que esta sentença fez justiça

 

“Fui ofendido pelo Sr. Paulo de Oliveira com uma declaração que fez nos Paços do Concelho da Covilhã que me deixou muito penalizado por vir de quem vinha, dado que o que ele disse atinge a honra de qualquer cidadão e atingiu a minha porque os fatos eram mentira. Em Tribunal, não foi capaz de confirmar nem sequer pedir desculpas. Esta indemnização vai para IPSS´s da Covilhã, em princípio a Casa do Menino Jesus e o Lar de São José. O Assunto está encerrado”, conclui o ex-presidente da autarquia covilhanense.

 

Carlos Pinto espera que este caso possa servir como exemplo de que não se pode levantar suspeições ou fazer afirmações caluniosas aos cidadãos, sobretudo aos que em determinado período da sua vida estiveram no exercício de cargos públicos

 

“O Sr. Paulo de Oliveira foi condecorado, com a comenda de mérito industrial, pelo Presidente da República por proposta minha e foi condecorado pela CMC sob proposta minha. Espero que isto sirva de exemplo a todos aqueles para quem a ofensa ao bom nome e à consideração de um cidadão que num determinado tempo está na vida pública não tem o valor absoluto que tem. Hoje confirmou-se que, perante o Tribunal, aquilo que o Sr. Paulo de Oliveira foi uma  difamação, uma calúnia, e ficou condenado, como devia, para que no futuro ele ou outros do género pensem duas vezes antes de mentirem sobre a honra, prestígio ou idoneidade de qualquer cidadão”.

 

No final da leitura da sentença o empresário covilhanense não quis fazer quaisquer comentários sobre o assunto. Também o advogado Francisco Pimentel se remeteu ao silêncio não avançando com qualquer informação sobre se vai ou não recorrer desta decisão.

 

 

 

 


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