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Sexta, 17 Ago 2018
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SOCIEDADE
DIA MUNDIAL DO AVC CHAMA A ATENÇÃO PARA REALIDADE PÓS DOENÇA
Rádio Cova da Beira
No dia mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC) a directora da unidade de AVC do Centro Hospitalar da Cova da Beira alerta para a necessidade de tratar o problema a jusante, isto é, a ajuda aos doentes que sofreram um AVC e viram a sua capacidade motora ou cognitiva reduzida. Uma realidade pouco conhecida e que além dos doentes, afecta os familiares.
Por Paula Brito em 29 de Oct de 2015
“Nós devemos começar a preocupar-nos com este número enorme de doentes que fica na família, na sociedade, nos lares, não sabemos e não temos nenhum tipo de associação civil, um núcleo ou uma organização, que possa tomar conta disto, porque os doentes ficam muito desprotegidos, as família já têm vários problemas depois as terapias fora do SNS são dispendiosas, a fisioterapia, a terapia da fala, é preciso olhar para esta realidade”, sublinha Fátima Paiva, directora da unidade de AVC que existe no Centro Hospitalar da Cova da Beira desde 2004 e atende em média 350 a 380 doentes por ano.

Em 2009 criou uma via verde para facilitar o acesso do doente com AVC à unidade, já que a rapidez no tratamento é essencial no combate à elevada taxa de mortalidade e de incapacitação provocada pelo Acidente Vascular Cerebral “é uma via rápida que permite que as pessoas que detectam os sinais de AVC contactar o INEM e é desencadeado um mecanismo que trará mais rapidamente e com assistência adequada o doente ao hospital onde estará tudo preparado para o receber”.

Mais recente é o protocolo celebrado entre o Hospital da Universidade de Coimbra e todas as unidades de saúde da região centro para a realização de trombectomias, um tratamento que, reunidas determinadas condições, pode reduzir a incapacidade do doente “na trombectomia é utilizado um dispositivo próprio que entra e vai dentro da artéria retirar o trombo, que vai trazer sempre benefícios”.

A rapidez no tratamento é essencial: aos primeiros sinais deve ser dado o alerta: Dormência ou paralisia de um dos lados do corpo, fala arrastada ou perturbações na linguagem, visão subitamente enublada ou perda de visão, confusão ou instabilidade e forte dor de cabeça são os sintomas que devem levar ao contacto com o número de emergência para minimizar os efeitos do Acidente Vascular Cerebral, a principal causa de morte no nosso país.

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