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Terça, 23 Out 2018
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CULTURA
FUNDÃO CELEBRA CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE ANTÓNIO PAULOURO
Rádio Cova da Beira
Para assinalar o centenário do nascimento do fundador do Jornal do Fundão, no dia 7 de Novembro, o Fundão recebe personalidades do mundo da literatura, política e artes. A homenagem é promovida pela família de António Paulouro que está disponível para doar ao município o maior espólio de censura que existe em Portugal, desde que seja criado um espaço museológico dedicado ao tema.
Por Paula Brito & Dulce Gabriel em 29 de Oct de 2015
“Se futuramente for criado no Fundão o museu da censura, a minha irmã e eu teremos todo o gosto de fazer um contrato de comodato com a câmara municipal e ficarão em depósito as colecções. Nós temos 10 volumes muito grandes de cortes de censura que penso que farão as delícias de qualquer estudante de jornalismo ou de alguém que se queira debruçar sobre a censura em Portugal”, adianta Maria José Paulouro que em conjunto com a irmã e com o apoio do município, celebram o centenário do nascimento de António Paulouro no próximo dia 7 de Novembro.

Ex-presidentes da república, ex-chefes de estado e várias figuras relevantes da cultura portuguesa integram a comissão de honra da homenagem que está dividida em dois momentos.

Um,  dedicado aos afectos, vai reunir amigos de António Paulouro que vão falar do seu relacionamento com o homenageado “o Engº António Guterres estará presente em vídeo conferência porque com esta crise dos refugiados não vai poder estar presente, vamos ter o Eduardo Lourenço, o general Ramalho Eanes, Guilherme Oliveira Martins do Centro Nacional de Cultura porque o  JF também foi um veículo cultural, que isso normalmente é esquecido, teve inclusivamente suplementos literários que levaram à suspensão do jornal por seis meses”

O segundo momento da homenagem é dedicado à memória e divide-se em três iniciativas: a primeira, que está a ser coordenada por Fernando Paulouro, é o lançamento da antologia de textos de António Paulouro, “aqui lamento que o jornal, que foi já de referência nacional, não tenha feito isso, que é uma antologia de textos do meu pai que para além de escrever magnificamente publicou textos espantosos de defesa da região e fez um jornalismo de causas do Jornal do Fundão que ainda hoje vive muito à sombra do que o meu pai fez por ele e o que nele fez”.

Outro momento alto da homenagem é o lançamento da fotobiografia de António Paulouro, coordenado por Alexandre Manuel, “é um livro mais intimista, o meu pai tem muitas fotografias dos avós, na infância, com os irmãos, porque o meu pai ficou órfão muito novinho o que lhe provocou uma amargura durante toda a vida, acho que é um livro que vai revelar muitos segredos que as pessoas do Fundão não sabem”, tal como a exposição que vai ser inaugurada no casino e que está sob a coordenação de Arnaldo Saraiva, “que vai ter todo o percurso de vida do meu pai, desde que nasceu até que morreu, nas suas várias facetas”.


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