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Sábado, 19 Out 2019
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POLÍTICA
COVILHÃ: PSD VAI A VOTOS
Rádio Cova da Beira
As eleições para comissão política da seção da Covilhã do PSD e mesa da assembleia geral devem realizar-se até final do ano. A informação foi comunicada durante a reunião da assembleia de militantes, na sexta-feira, na sede daquele partido, em que participaram cerca de 60 militantes e simpatizantes.
Por Paulo Pinheiro em 26 de Oct de 2015

A próxima comissão política que sair das eleições internas deverá dar prioridade à analise do acordo existente entre PS/PSD "uma vez que esse acordo é, do ponto de vista de muitos militantes, lesivo para os interesses do PSD da Covilhã, não servindo os interesses do nosso Concelho", considera o presidente da mesa da assembleia, depois de alguns social democratas terem apresentado na reunião as suas opiniões e preocupações quanto à eficácia desse entendimento "no sentido da necessidade premente de estabilidade governativa, para que seja possível obter uma maioria estável, na câmara municipal". No encontro ficou a ideia  de quem liderar o PSD da Covilhã "deve procurar soluções que acolham as diferentes sensibilidades dentro do partido". Uma liderança que promova o "convencimento de uns em relação a outros, elimine ações que promovam individualismos (que em nada contribuem para a união do partido) e contribua para o planeamento de um verdadeiro programa de progresso, para apresentar aos covilhanenses em 2017", sublinha João Nuno Serra. Em comunicado, o presidente da mesa da assembleia de seção refere que os militantes entendem "que não se devem cometer os mesmos erros do passado, quer no plano da gestão autárquica em que o PSD deteve o poder durante 20 anos, quer no plano da gestão política que fracionou as diferentes sensibilidades do partido". 

No final da reunião, o anterior presidente da CMC, que no decorrer do encontro esgrimiu argumentos com Joaquim Matias e Francisco Pimentel, considerou o debate "muito interessante, aberto, saudável e que já devia ter sido realizado há mais tempo" . Carlos Pinto espera  que com os novos dirigentes, saídos das próximas eleições, o PSD tome um novo rumo "É preciso que o Partido Social Democrata tome um novo rumo porque a Covilhã precisa disso, visto que o concelho está ser mal gerido e o PSD tem um papel fundamental para poder mudar as coisas", defende o ex-autarca.Para Carlos Pinto, com esta reunião da assembleia da seção, " o partido pode ter dado um passo muito positivo no sentido de se reagrupar, de pensar a Covilhã, de voltar-se para o exterior  e poder preparar uma reviravolta positiva quebrando a ideia de que é um partido alheado da realidade". O ex-presidente da autarquia covilhanense está frontalmente contra o acordo PSD/PS "os resultados estão à vista. É que o PSD tem os custos de estar a contribuir para a sustentação de uma câmara desacreditada e isso pode confundir o eleitorado daqui a dois anos", conclui.

"Uma reunião alargada, como há muito não acontecia no PSD da Covilhã, onde tudo foi discutido de forma aberta e com auto-crítica, disse o líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal da Covilhã. Para Francisco Moreira, as próximas eleições na concelhia, com tempo suficiente para as realizar, têm que relançar o Partido Social Democrata "através de um trabalho que tem obrigação de realizar com a definição de estratégias tendo em vista o reforço interno". Quanto à presença de Carlos Pinto, algo que não acontecia há algum tempo, o líder da bancada do PSD na AMC assegurou que o ex-autarca "teve espaço e tempo para produzir as intervenções que fez e que permitiram clarificar algumas situações, algo que até agora não tinha acontecido" . De acordo com Francisco Moreira, a próxima comissão política e a mesa da secção devem no futuro "obrigatoriamente fazer balanço do acordo de incidência governativa que está celebrado com o PS na CMC, acrescentando que o PSD na Covilhã "precisa mudar de rumo já que mais não seja para sarar feridas abertas que só serão saradas se internamente mudarmos o rumo".sustenta.

No encontro de militantes, todas as sensibilidades presentes mostraram preocupação pelos interesses da Covilhã e pelas novas lutas que o PSD terá que travar para voltar a conduzir os destinos do concelho, referiu no final o presidente da mesa da assembleia de militantes. Quanto à necessidade do PSD mudar de rumo, Nuno Serra afirmou que "colheu-se a ideia que o PSD vai ter um debate eleitoral interno de onde sairá uma equipa que conduzirá os destinos do partido na Covilhã até ás eleições autárquicas e portanto terá alguma importância", disse aquele dirigente partidário, que acrescenta "tudo aquilo que se disser nesta altura, prévio a essa eleição, é estamos a antecipar  sobre aquilo que é o novo projeto político para o concelho da Covilhã do PSD, e que nenhum do nós individualmente  o deve fazer", diz Nuno Serra.

O presidente da assembleia de seção defende a necessidade dos próximos responsáveis da concelhia acolherem todas as sensibilidades do partido "e não se acantonarem em individualidades". Sobre a pretensão de ex-militantes, que foram expulsos aquando das últimas eleições autárquicas por apoiarem listas independentes de voltarem a integrar aquele partido, João Nuno Serra disse que na reunião de militantes uma vice-presidente da concelhia transmitiu que as análises sobre as novas militâncias estão a ser feitas, também em relação àqueles que no passado tiveram processos de expulsão

"Ninguém é obrigado a militar num partido, mas quando militamos temos alguns deveres e direitos. Aqueles que no passado correram o risco de ultrapassar uma linha vermelha, que não deviam ter feito, estão agora sujeitos a uma readmissão ou não em função daquilo que se entenda em cada caso poder-se voltar a acolher. Mas deixo claro que o PSD está vivo e aberto a outras personalidades", refere.

Embora não tenha sido objeto de votação, dado que o presidente da mesa sublinhou não estar na ordem de trabalhos, foi entregue uma moção, subscrita por vários militantes, onde é defendida, com a maior urgência, a demarcação do PSD face a um executivo (CMC) "que iludiu os covilhanenses e se apresenta hoje sem qualquer expetativa de futuro face aos problemas do concelho".

 

 

 


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