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Sexta, 05 Mar 2021
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POL�TICA
OPOSIÇÃO AVALIA DOIS ANOS DE GESTÃO
Rádio Cova da Beira
As bancadas da oposição tecem críticas aos dois anos de gestão do PS à frente da câmara municipal da Covilhã. Na sessão solene comemorativa dos 145 anos de elevação a cidade, os eleitos da CDU, do PSD e do MAC teceram críticas ao rumo que o concelho está a seguir.
Por Nuno Miguel em 20 de Oct de 2015

Vítor Reis Silva, da coligação democrática unitária refere que “continuamos com uma gestão da coisa pública na cidade que não acompanha as instituições e a sua população nem aproveita as oportunidades existentes. Passamos da arrogância, da mentira e do conflito para a inacção, para a ausência de investimentos, manutenção e qualificação de infraestruturas no espaço público e de capacidade reivindicativa junto da administração central. A câmara municipal continua a não ser amiga dos covilhanenses, não reduz taxas na factura da água, no urbanismo e na ocupação do subsolo. Somos um concelho onde os trabalhadores precários continuam a estar nessa situação”.   

Já o líder da bancada do PSD refere que os últimos dois anos ficaram marcados por uma perda de tempo do PS em jogos de poder entre a sede do partido e a câmara municipal. João Nuno Serra refere ainda que há muitas preocupações em relação ao futuro “o PS na Covilhã não soube, nesta primeira metade do seu mandato, criar as bases de confiança que a sociedade deve ter para progredir e empreender, não existem sinais de um verdadeiro ambiente propício para a captação de investimento e gerar postos de trabalho com a devida criação de riqueza. Ao contrário do que pode crer parecer, esta câmara não está a diminuir a dívida nem está a desenvolver o concelho”.  

Para a representante da bancada do movimento “Acreditar Covilhã” sublinha a cidade não precisa de quem diga o que está errado mas que faça ao que está certo. Graça Castelo Branco entende ainda vital para o futuro reforçar a ligação entre a autarquia, o centro hospitalar da Cova da Beira e a universidade da Beira Interior “instituições como o hospital e a UBI, com muitas das suas valências, representam hoje o futuro da região pelo importante papel que assumem no emprego qualificado que asseguram quer pela melhoria da qualidade de vida das populações. É urgente proceder à valorização económica que toda esta actividade propícia com dinamismo empresarial para atrair empresas, criar emprego e fixar pessoas. É este o futuro que queremos. A cidade não precisa de quem diga o que está errado mas sim de quem saiba o que está certo”.

Críticas que o representante da bancada do PS acabou por rejeitar. Para José Armando Serra dos Reis “por mais que os profetas da desgraça se esforcem para que as trevas se abatam sobre os céus da Covilhã o certo é que o sol brilha e hoje respira-se muito melhor. As escolas e os estabelecimentos de saúde funcionam muito bem, os principais problemas da asfixia financeira das associações vão sendo ultrapassados sem que exista o ostracismo para quem não comunga da doutrina política do presidente como acontecia no passado. As empresas laboram sem sobressaltos e há intenções de investimento de muitos milhões de euros. Os números do desemprego estão já a diminuir e foram entretanto lançadas muitas obras e concluídas outras”. 

Também o presidente do órgão referiu que nos últimos dois anos a autarquia conseguiu resolver alguns dos problemas de herdou do passado. Manuel Santos Silva refere que a Covilhã está agora a entrar num novo ciclo “é sempre tempo de recomeçar; é tempo de não deixar projectos a meio e, de forma afincada, trabalhar naquilo em que se acredita. A Covilhã não vive de sofismas, de mitos consagrados ou de figuras insubstituíveis. A Covilhã acredita e está pronta para a mudança. Levará o seu tempo porque mazelas profundas são difíceis de cicatrizar. Nestes dois anos trabalhou-se fundamentalmente na resolução de problemas, fruto de heranças do passado, mas isso era expectável e inicia-se agora um novo ciclo”.

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