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Segunda, 08 Mar 2021
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POL�TICA
CASO DA VICE PRESIDÊNCIA ANIMA DEBATE
Rádio Cova da Beira
Há uma “guerra de poder” na câmara municipal que está a prejudicar a Covilhã, diz o MAC a propósito da retirada da vice-presidência a Carlos Martins. CDU pede coragem a Vítor Pereira para resolver problema organizacional “pouco saudável”, PSD desvaloriza e PS diz que tudo não passa de um “fait divers”.
Por Paula Brito em 19 de Oct de 2015

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Para João Bernardo, líder da bancada do Movimento Acreditar Covilhã (MAC) na assembleia municipal, é preciso clarificar o “faz de conta” que existe actualmente no executivo “o que é fundamental é que as coisas se clarifiquem e não andarem aqui a entreter e a fazer de conta que as coisas estão bem. As coisas não estão bem e nós vamos nos corredores da câmara e assistimos às situações incómodas daqueles que trabalham com um e com o outro, percebe-se isso nas reuniões de câmara, pelas ausências, pelos silêncios, pela necessidade de intervenção em alguns pontos para exercer poderes, aquilo que está a acontecer está a prejudicar seriamente a Covilhã”.

Uma opinião partilhada pelo líder da bancada da CDU. Vítor Reis Silva diz que cabe ao PS e ao presidente da autarquia resolver este problema organizacional “pouco saudável” que existe actualmente na câmara da Covilhã “porque existem entropias, existem dificuldades dentro do seio da equipa do próprio PS que é visível no dia-a-dia. Eu só da opinião que tem que haver coragem do senhor presidente da câmara para resolver este problema que é um problema de organização, comunicação, trabalho conjunto, colaborativo que deve existir numa organização como é a câmara municipal, principalmente de quem tem a responsabilidade da gestão”.

Francisco Moreira, da bancada do PSD, entende que a retirada da vice-presidência faz parte da gestão que Vítor Pereira deve fazer em cada momento, para melhorar o desempenho do executivo, rejeitando uma “política de terra queimada” sobre o assunto. “Neste momento há um executivo eleito pelo voto celebérrimo do povo e tem toda a liberdade para fazer os ajustamentos que entender”.

Para Hélio Fazendeiro a oposição está a aproveitar-se politicamente de um “fait divers” para “atacar politicamente este executivo.” O líder da bancada do PS está convencido de que haverá estabilidade política até final do mandato “o senhor presidente da câmara foi eleito pelos covilhanenses com o programa do PS e tem toda a legitimidade para exercer os poderes e o mandato de presidente, este assunto não influencia nem influenciará o mandato do Partido Socialista”.

A convicção de Hélio Fazendeiro deixada no debate promovido pela RCB com as bancadas representadas na assembleia municipal da Covilhã.


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