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Quarta, 23 Out 2019
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POLÍTICA
CASO DA VICE PRESIDÊNCIA ANIMA DEBATE
Rádio Cova da Beira
Há uma “guerra de poder” na câmara municipal que está a prejudicar a Covilhã, diz o MAC a propósito da retirada da vice-presidência a Carlos Martins. CDU pede coragem a Vítor Pereira para resolver problema organizacional “pouco saudável”, PSD desvaloriza e PS diz que tudo não passa de um “fait divers”.
Por Paula Brito em 19 de Oct de 2015
Para João Bernardo, líder da bancada do Movimento Acreditar Covilhã (MAC) na assembleia municipal, é preciso clarificar o “faz de conta” que existe actualmente no executivo “o que é fundamental é que as coisas se clarifiquem e não andarem aqui a entreter e a fazer de conta que as coisas estão bem. As coisas não estão bem e nós vamos nos corredores da câmara e assistimos às situações incómodas daqueles que trabalham com um e com o outro, percebe-se isso nas reuniões de câmara, pelas ausências, pelos silêncios, pela necessidade de intervenção em alguns pontos para exercer poderes, aquilo que está a acontecer está a prejudicar seriamente a Covilhã”.

Uma opinião partilhada pelo líder da bancada da CDU. Vítor Reis Silva diz que cabe ao PS e ao presidente da autarquia resolver este problema organizacional “pouco saudável” que existe actualmente na câmara da Covilhã “porque existem entropias, existem dificuldades dentro do seio da equipa do próprio PS que é visível no dia-a-dia. Eu só da opinião que tem que haver coragem do senhor presidente da câmara para resolver este problema que é um problema de organização, comunicação, trabalho conjunto, colaborativo que deve existir numa organização como é a câmara municipal, principalmente de quem tem a responsabilidade da gestão”.

Francisco Moreira, da bancada do PSD, entende que a retirada da vice-presidência faz parte da gestão que Vítor Pereira deve fazer em cada momento, para melhorar o desempenho do executivo, rejeitando uma “política de terra queimada” sobre o assunto. “Neste momento há um executivo eleito pelo voto celebérrimo do povo e tem toda a liberdade para fazer os ajustamentos que entender”.

Para Hélio Fazendeiro a oposição está a aproveitar-se politicamente de um “fait divers” para “atacar politicamente este executivo.” O líder da bancada do PS está convencido de que haverá estabilidade política até final do mandato “o senhor presidente da câmara foi eleito pelos covilhanenses com o programa do PS e tem toda a legitimidade para exercer os poderes e o mandato de presidente, este assunto não influencia nem influenciará o mandato do Partido Socialista”.

A convicção de Hélio Fazendeiro deixada no debate promovido pela RCB com as bancadas representadas na assembleia municipal da Covilhã.


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