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Sábado, 16 Nov 2019
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POLÍTICA
IDANHA ESTÁ A SER PERSEGUIDA
Rádio Cova da Beira
Armindo Jacinto acusa o Ministério da Educação de discriminação negativa e perseguição política ao concelho de Idanha a Nova.
Por Paula Brito em 30 de Sep de 2015
Em causa está a escola de primeiro ciclo de Monsanto que o ministério decidiu encerrar e que a autarquia, com o beneplácito dos pais, decidiu abrir no ano passado adoptando o modelo do ensino individual. Um modelo não reconhecido pelo Ministério que no final do ano lectivo chumbou os 18 alunos ali inscritos por faltas. Na última assembleia municipal de Idanha a Nova, Susana Martins, da bancada do PSD, pediu responsabilidades “fez-se um investimento enorme, criaram-se falsas e perigosas expectativas enormes nos pais destas crianças e resultado final não transitaram a 100% e gostava de saber que tipo de responsabilidades vamos assacar desta situação”.

Para António Gil as responsabilidades são partilhadas pelo PS e PSD. O eleito da CDU recordou a proposta aprovada em 2008 pela assembleia municipal da rede escolar para o concelho que previa o encerramento da escola de Monsanto “a escola foi encerrada há um ano e meio, mas foi extinta em 2008 com o beneplácito de câmara de que fez a proposta e a aprovação do PS e do PSD e teve um voto contra”, da CDU.

Armindo Jacinto acusa o ME de discriminar negativamente o seu concelho “não se justifica termos um conjunto de escolas, neste país e neste distrito, com 6 e 7 crianças, que estão abertas, e não fazem mais distâncias que as nossas, e aqui 14 fiariam na escola de Monsanto, é esta medida de discriminação negativa que não entendemos que seja feita ao concelho de Idanha”.

Entretanto os pais das crianças que no ano passado frequentaram a escola de Monsanto optaram por levar os filhos para a escola de Idanha a Nova, este ano lectivo, onde foram matriculados para frequentar o mesmo ano, já que todos  foram chumbados “e aqui também houve dois pesos e duas medidas porque houve duas crianças que foram aceites para exame, do quarto ano, e as outras foram chumbadas por faltas, e há muitos exemplos no país que funcionaram como Monsanto e não vemos o ME actuar como aqui, há claramente perseguição relativamente a Idanha”.

Recorde-se que a câmara de Idanha a Nova interpôs na altura uma providência cautelar para não encerrar a escola de Monsanto, “que não foi aceite”, e que entretanto moveu uma acção em tribunal ao Ministério da Educação por discriminação.  


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