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Quarta, 26 Set 2018
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SOCIEDADE
SPZC AVALIA ARRANQUE DO ANO LECTIVO
Rádio Cova da Beira
O sindicato dos professores da zona centro faz uma avaliação positiva do arranque do novo ano escolar no distrito de Castelo Branco. Em conferência de imprensa os responsáveis daquela estrutura sindical referem que o ano 2014 foi um dos mais conturbados de sempre. Uma situação que agora foi alterada, muito devido ao facto de o ano lectivo se ter iniciado uma semana mais tarde.
Por Nuno Miguel em 26 de Sep de 2015

O coordenador distrital daquela estrutura refere que em 2015/2016 “não foi identificado nenhum caso de docentes no nosso distrito com horário zero o que naturalmente é positivo”. Do levantamento efectuado o Carlos Costa sublinha que “há ainda alguns horários incompletos por preencher em quase todos os concelhos do distrito, nomeadamente na disciplina de Religião e Moral, devido a problemas na profissionalização dos professores”. Quanto aos horários completos há apenas uma lacuna que importa suprir “trata-se da colocação de um professor para o grupo de apoio a crianças e jovens com cegueira ou baixa visão no agrupamento de escolas de São Domingos”.

Outro dos temas que gera preocupação diz respeito à constituição dos mega agrupamentos Frei Heitor Pinto, na Covilhã, e Gardunha e Xisto, no Fundão. Uma realidade que o coordenador distrital do SPZC quer ver estilhaçada “quando estas agregações foram criadas não foram criadas as condições para assegurar um ensino de qualidade numa área geográfica com características muito próprias. A realidade não é compaginável com a qualidade que o ministério da educação propaga e tem de haver um estilhaçar destas agregações e de uma vez por todas avançar-se para uma verdadeira reorganização da rede escolar”.

No que diz respeito às escolas do primeiro ciclo, Carlos Costa refere que não se verificou qualquer encerramento, mas deixa críticas à postura seguida pelo ministério da educação neste processo “sem ninguém receber informações oficiais as escolas ficaram todas abertas e nós consideramos que se o ministério quiser seguir esta linha ela não é a mais adequada uma vez que a escola está ao serviço das comunidades e tem de existir uma planificação prévia porque os pais e encarregados de educação não sabiam onde matricular os seus alunos e quando se iniciou o ano lectivo as escolas continuarem abertas depois de terem sido sinalizadas para encerrar pelo próprio ministério”.

Apesar de considerar que o ano lectivo não se ter iniciado de uma forma tão conturbada como o anterior, a estrutura sindical considera que há problemas que continuar a necessitar de uma resposta urgente como a redução do número de alunos por turma, a diminuição dos horários para um máximo de 20 horas de componente lectiva e ainda a abolição da prova de avaliação de capacidade dos docentes. A nível distrital o SZPC alerta ainda para a necessidade de realização de obras de requalificação nas escolas Amaro Lusitano e Nun´Álvares, em Castelo Branco, e para a construção de um novo pavilhão no agrupamento de escolas de Vila de Rei.


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