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Quarta, 28 Out 2020
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POL�TICA
UM BRINDE EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA
Rádio Cova da Beira
Foi este o mote de uma acção promovida na Covilhã pela cabeça de lista da CDU às próximas eleições legislativas, em que marcaram presença algumas dezenas de profissionais da área do ensino que vão dar o seu apoio à CDU no acto eleitoral do próximo dia quatro de Outubro.
Por Nuno Miguel em 26 de Sep de 2015

A candidata refere que só no distrito de Castelo Branco o governo vai investir cerca de três milhões de euros a estabelecimentos de ensino privados com contrato de associação e que podiam ser investidos na escola pública. Mónica Ramôa refere que se trata de uma situação inaceitável e garante que, à semelhança do que sucedeu no passado, a CDU vai continuar a luta em defesa da escola pública “estivemos ao lado da população na luta contra o encerramento de escolas e a privatização dos infantários, contra a criação dos mega agrupamentos e da municipalização da educação em Castelo Branco e em Vila de Rei. Contra os milhares de euros que saem do orçamento de estado para o ensino privado; só no nosso distrito estamos a falar de dois milhões e 800 mil euros que são transferidos para as escolas com contrato de associação. É dinheiro que devia ser investido na escola pública que está ali mesmo ao lado e que tem capacidade para dar resposta a todas as necessidades. 

A candidata da CDU não poupou ainda nas críticas a algumas medidas adoptadas pelo ministério da educação que apenas tem como objectivo a elitização da escola “nos últimos quatro anos tivemos cortes na educação superiores a três mil milhões de euros, alterações nas escolas que lhes retiram horas indispensáveis para desenvolverem projectos de promoção de sucesso. Temos milhares de professores com vínculo precário depois de décadas de serviço, turmas com mais de 30 alunos e ausência de resposta adequada para alunos com necessidades educativas especiais a quem é negada uma oportunidade na escola e na vida”. 

Nesta acção, Mónica Ramôa apresentou ainda algumas das propostas que quer concretizar caso seja eleita nas próximas eleições legislativas “vamos pugnar por um reforço da acção social escolar em todos os níveis de ensino e na melhoria da rede de transportes escolares. Queremos apostar na reorganização curricular, apoiar a criação de cursos de ensino superior que funcionem em horários pós laboral e acabar com as propinas. È urgente revogar a lei de financiamento de ensino superior e reforçar a atribuição de verbas públicas à UBI e ao politécnico de Castelo Branco e ainda financiar centros de investigação que articulem o saber científico e tecnológico com o tecido socioeconómico da nossa região”.


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