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Segunda, 19 Out 2020
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POL�TICA
QUEM É O PAI DAS PORTAGENS?
Rádio Cova da Beira
Depois do debate nacional sobre quem chamou a troika, na região a discussão é sobre quem introduziu as portagens nas ex-Scuts, e tal como no primeiro caso, a resposta não é simples: o PS introduziu as portagens mas foi uma imposição do PSD para assinar o PEC 3, explicou Vítor Pereira, presidente da CIM das Beiras e Serra da Estrela, no debate promovido pela União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco sobre a temática.
Por Paula Brito em 23 de Sep de 2015
“Sei que quem as implementou as não queria implementar (PS), mas a verdade é que o PSD disse que não assinava o PEC 3 sem que se assuma o pagamento de portagens em todas as auto estradas, agora em vésperas de eleições vêm dizer-nos despudoradamente que vão isentar, que vão abolir, há limites para tudo”.  

Apesar de ninguém reclamar a paternidade da medida, o menino esteve nos braços do actual governo, em particular do secretário de estado dos transportes que Luís Veiga acusou de falta de vontade política em resolver o problema, afirmando que “Sérgio Monteiro devia ser proibido de entrar nesta região”. O porta-voz do Movimento de Empresários pela Subsistência do Interior, lembrou o estudo elaborado em 2011 sobre o impacto das portagens na região e lamentou que o prognóstico se tenha confirmado, passados quatro anos “nós tínhamos previsto que iriam desaparecer 17.100 empregos e por acaso as estatísticas dizem que só na Beira Interior a população baixou em cerca de 17 mil, há aqui uma coincidência terrível, para nós é fatal”.

João Paulo Catarino, presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa considera uma injustiça o pagamento de portagens, “porque quando vão buscar o IRS as pessoas que mais ganham mais pagam, aqui nas portagens pagam todos por igual”, um absurdo o elevado valor que é cobrado “é inacreditável que se pague mais de portagens do que de combustível” e um escândalo a ausência de alternativas “a alternativa na maior parte dos casos é pagar ou pagar”.

As consequências da introdução de portagens na A23 são muitas e nem todas estão à vista. Manuel José Silva, membro da direcção nacional do movimento de utentes dos serviços públicos, deixou o exemplo do que se passa no centro hospitalar do Médio Tejo com 3 hospitais distribuídos ao longo da A23 “além do acréscimo de despesa é inibidor do acompanhamento dos familiares a pessoas que estão internados, mesmo este pequeno drama humano não é tido em conta nas portagens”.

Marco Gabriel, porta-voz da comissão de utentes contra as portagens, garante que a comissão vai estar vigilante após o próximo dia 4 de Outubro “nós continuamos e estaremos atentos aquilo em que foram e serão os ditos em campanha eleitoral e aquilo que serão as acções feitas no governo. Estaremos com a sociedade para, numa nova legislatura, fazermos finca-pé para não haver portagens nesta auto-estrada”.


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