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Quarta, 28 Out 2020
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POL�TICA
PORTAGENS: AS “CONTRADIÇÕES” DOS CANDIDATOS
Rádio Cova da Beira
O debate promovido pela União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco sobre as portagens na A23 trouxe à tona “hesitações e contradições” à esquerda e à direita. Realizado após o fim-de-semana em que PS e coligação PSD-CDS trouxeram à região os seus candidatos a primeiro-ministro, as portagens acabaram por ser um tema inevitável.
Por Paula Brito em 22 de Sep de 2015

Ontem, no debate realizado no Fundão, Luís Garra recordou em primeiro lugar o que disse a coligação Para a frente Portugal sobre o tema “a coligação PSD/CDS, pela voz de Manuel Frexes, o seu cabeça de lista, veio dizer primeiro que é contra as portagens mas têm que ser pagas através de um modelo que esteja indexado ao rendimento das regiões, isto foi numa entrevista, no dia 1 de Setembro, no Fórum da Covilhã. Ainda não tinham passado quinze dias e o mesmo Manuel Frexes, numa atitude que só pode ser ditada de calculismo eleitoral, veio dizer que as portagens devem ser eliminadas, para azar dos pecados dele vem o Passos e manda-o calar dizendo que a eliminação das portagens está fora de questão”.

Mas o que disse António Costa, no domingo na Covilhã, também não deixa Luís Garra descansado. O coordenador da União dos Sindicatos recordou posições já assumidas anteriormente pelo PS sobre o tema, recordando uma notícia a propósito de um encontro de António Costa com os candidatos a deputados pela região centro “aquilo que foi afirmado é que o PS admite introduzir alterações ao sistema de portagens com vista a alterar os custos que recaem sobre os nossos concidadãos, é óbvio que é uma evolução que António Costa, ontem, para além disto diga que admite analisar a situação tendo em vista o fim das portagens, mas recordo que o mesmo António Costa tinha dito em Julho que a única auto-estrada onde admitia fazer uma análise era na via do Infante”.

O tema do fórum não deixava margem para dúvidas “Pelo distrito – contra as portagens na A23”. Em causa não estava um debate de prós e contras, já que todos os presentes, sem excepção, manifestaram-se contra as portagens e defenderam a sua abolição. O objectivo da União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco, que quis trazer o tema para a agenda política em plena campanha eleitoral, estava alcançado como frisou no final Luís Garra, em jeito de balanço “o compromisso de lutar e tudo fazer para acabar com as portagens, e portanto, o compromisso da União dos Sindicatos é de que a seguir às eleições vai cobrar, estamos mais fortes hoje, a consciência da necessidade do fim das portagens está consolidada, não acabar com as portagens é trair aquilo que andaram a dizer em campanha eleitoral, ou seja, o dia 4 de Outubro não é o dia D das portagens mas é o dia em que pode facilitar muitas coisas”.  

As portagens a marcar a agenda política no arranque da campanha eleitoral no distrito de Castelo Branco.


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