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Segunda, 19 Out 2020
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POL�TICA
O CAPÍTULO FINAL DE UMA NOVELA
Rádio Cova da Beira
Foi desta forma que Carlos Martins se referiu na última reunião pública da câmara da Covilhã aos recentes acontecimentos na vida da autarquia e que levaram Vítor Pereira a retirar-lhe as funções de vice presidente.
Por Nuno Miguel em 21 de Sep de 2015

O agora vereador a tempo inteiro na autarquia refere que não se sente diminuído com essa situação mas não perdeu a oportunidade de formular algumas questões ao chefe do executivo “precisa de mim no executivo em regime de permanência? Desenvolvi um bom trabalho como vice presidente e com os pelouros que me estavam atribuídos? Os acordos concretizados por mim foram benéficos para a câmara da Covilhã ?”. Relativamente à situação da retirada da vice presidência e de alguns pelouros quero apenas dizer que lamento que o senhor presidente não me tenha comunicado previamente isso”.

Na resposta o presidente da câmara da Covilhã admite que os recentes acontecimentos foram um mau momento na vida de uma família, mas o assunto está ultrapassado “quando me candidatei a estas funções procurei os melhores dos melhores que o meu partido tinha para me acompanharem nesta jornada de luta; procurei constituir a melhor equipa possível. Claro que uma equipa é como uma família e as famílias têm as suas diferenças e os seus bons e maus momentos e nós tivemos um desses maus momentos. Não adianta estar a tapar o sol com uma peneira, assumimos isso com frontalidade e cabe-nos agora como responsáveis políticos ultrapassar isso para defender os interesses dos nossos concidadãos”.

Nesta reunião do executivo, Vítor Pereira aproveitou ainda para fazer um balanço do acordo de incidência governativa que foi assinado com o vereador do PSD, Joaquim Matias, no início deste ano “faço um balanço extremamente positivo da sua prestação e da sua relação connosco que tem sido franca, leal e colaborativa e julgo eu que estão reunidas todas as condições para dizer que este executivo possa funcionar bem porque há uma atitude colaborativa por parte de todos, até dos senhores vereadores da oposição sem pelouros e por isso temos excelentes condições para trabalhar e levar este mandato até ao fim”.

Apesar de ter mostrado novamente o seu desagrado pelo facto de não ter existido com o presidente da câmara da Covilhã uma conversa prévia à retirada de funções, Carlos Martins refere que “para mim esta novela termina aqui. Comigo não há mais episódios. Mas também quero dizer que quando o senhor presidente há pouco se referiu às famílias a verdade é que alguns são primos afastados que gostavam de ser irmãos e alguns desses primos afastados em nem sequer gostava de os conhecer e só não se sente quem não é filho de boa gente. Sobre esta novela que andou a ser alimentada por terceiros da minha parte não há mais nenhuma declaração”.  

Uma reunião pública onde Carlos Martins anunciou ainda que está a escrever um livro, que embora ainda não esteja concluído nem data para o seu lançamento já tem um título escolhido. “A verdade na política”.


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