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Terça, 18 Fev 2020
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CULTURA
UM OLHAR PARA IDANHA-A-NOVA
Rádio Cova da Beira
O Centro Cultural Raiano (Idanha-a-Nova) recebe a partir desta sábado a exposição " 10 anos / 2 Rodas = 11000", comissariada por Valter Vinagre, é comemorativa de uma década de actividade regular de BTT no concelho de Idanha-a-Nova e estará patente até 12 de Outubro de 2015.
Por Paulo Pinheiro em 12 de Sep de 2015

Idanha, enquanto território, continua a surpreender-nos. Num sentido mais amplo, é o lugar conhecido pela sua história e cultura tradicional, pela riqueza paisagística e a diversidade biológica que alberga, pelas múltiplas possibilidades de fruição em contexto de lazer, onde o desporto tem vindo a ganhar um papel cada vez mais significativo, que pouco a pouco, se vai revelando aos olhos de comunidades cada vez maiores.

 

Parafraseando os nossos parceiros de aventura da ACIN, amantes da bicicleta em plena Natureza, as terras de Idanha-a-Nova são a catedral do BTT. Na sua essência, o que significa esta expressão? Tão somente que estamos perante um lugar que se apresenta aos seus olhos como um espaço excepcional pelas condições que reúne para a prática desta modalidade. Uma condição reconhecida ao longo de um percurso de 10 anos no tempo, envolvendo cerca de 11000 participantes. Um testemunho impressionante, há que reconhecer, cujos mentores guardaram ao longo dos anos sob a forma de muitos milhares de imagens fotográficas nos seus arquivos.

 

Esta memória extraordinária e densa, foi o pretexto e a base do presente projecto expositivo. Da espontaneidade do registo de terreno e da sua repetição mecânica, partimos para a construções de um discurso síntese, capaz de encontrar uma harmonia transversal ao conjunto de formas de estar e de agir sucessivamente repetidos ao longo do tempo. Contradizendo preconceitos, a leitura essencial deste repositório iconográfico coube a alguém que, habitualmente, cria em primeira mão , o fotógrafo de formação, papel aqui desempenhado por Valter Vinagre.

 

O resultado deste olhar - a criação que permanece sob outra forma ou designação, como a rosa de Shakespeare - é uma imensa viagem feita em instantes, tão significativos quanto o podem ser na sua informal banalidade de um quotidiano que hoje, obsessiva e inconscientemente, temos de verter em imagens, muitas imagens, por temer a perda irremediável do momento vivido.

 

O exercício de memória selectiva, feito que está, vale o que vale. A essência que as imagens emulam, esta sim, tem um valor de todo diverso: marca a força de um quotidiano particular, que um grupo de pessoas e instituições empenhadas constrói sobre um território de características excepcionais a muitos títulos.

 

A continuidade é o melhor voto que se pode fazer perante um processo desta natureza. Assumindo-se, sem custo, como exemplo de valorização de um território pela mão de um colectivo local, o trabalho desenvolvido contribui, decididamente, para um maior interesse e diversidade na abordagem às terras de Idanha.

 

A mostra pode ser visitada de terça a domingo, entre as 09:00H e as 13:00H e as 14:00H e as 21:00H.

 



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