RCB/TuneIn
Sexta, 22 Nov 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
CULTURA
BORDADO DE CASTELO BRANCO EM LISBOA
Rádio Cova da Beira
O museu de Lisboa acolhe a partir de sábado (22 de Agosto) uma exposição de bordado de Castelo Branco. A cerimónia de inauguração da mostra realiza-se às 17:00H.
Por Paulo Pinheiro em 18 de Aug de 2015

Perspectiva histórica do Bordado desde as suas remotas origens à actualidade: 

De imensa beleza e exemplo de originalidade no âmbito de manufactura nacional, o Bordado de Castelo Branco apresenta dois factores dominantes: um, de origem artística; outro, de significaçăo económica. O primeiro manifesta a existência de uma arte própria, com estilo de feiçăo peculiar, o segundo admite a concentraçăo desta indústria de bordado na zona do Distrito de Castelo Branco.

Porquê nesta cidade? É natural que se tenha fixado precisamente numa regiăo onde a cultura do linho era tradicional e onde a amoreira se dava tăo bem, a ponto de permitir a criaçăo em larga escala do bicho-da-seda. Os locais de fabrico explicam em grande parte a matéria utilizada, visto as condiçőes naturais serem exploradas pelas comunidades.

Embora se desconheça a verdadeira origem do Bordado de Castelo Branco, o facto de, já no século XX, ter sido reactivada a sua produçăo em Castelo Branco é a razăo de denominaçăo actual, ainda que a grande maioria dos espécimes antigos recenseados tenham sido localizados na zona desta cidade.
De acordo com o figurino da época, crê-se ter sido o século XVIII o período mais fecundo na confecçăo do Bordado. Depois de uma fase de decadência que se fez sentir ao longo do século XIX, o seu ressurgimento deu-se na regiăo de Castelo Branco, no primeiro quartel do século XX, a partir do momento que Maria da Piedade Mendes (1888?-1984) encontrou um conjunto de colchas de linho bordadas a seda, guardadas religiosamente em arcas herdadas pela sua família, e que iriam servir de modelo para os trabalhos que desenvolveu ao longo da vida com uma perfeiçăo notável. No ano de1929, ao participar na Sexta Sessăo do IV Congresso Beirăo, realizada em Castelo Branco, Maria Júlia Antunes, professora do Liceu Infanta D. Maria em Coimbra, apresentou a sua tese Rendas e Bordados das Beiras onde faz referência aos «bordados albicastrenses, genéricamente chamados a frouxo», pela primeira vez divulgados em público com a designaçăo que os associa à cidade beiră.

Constitui-se entăo uma marca, por escola, recriando e reformulando motivos de espécimes remanescentes, em defesa e continuidade de uma expressăo artística, reconhecida pela sua riqueza singular no deversificado panorama da produçăo têxtil nacional, através de um movimento de âmbito local. Surgiu a denomiçăo Bordados de Castelo Branco.

 

 

FONTE: C. M. Castelo Branco 


  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados