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Sexta, 17 Nov 2017
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POLÍTICA
PROPOSTA APROVADA POR MAIORIA
Rádio Cova da Beira
A câmara municipal da Covilhã não vai isentar os pais e encarregados de educação do pagamento das verbas referentes à alimentação e à componente de apoio à família no próximo ano lectivo. O tema esteve em cima da mesa na última reunião extraordinária do executivo.
Por Nuno Miguel em 30 de Jul de 2015
A proposta de isenção foi apresentada pelo vereador do “MAC” que pretendia que não fosse cobrado qualquer encargo por esses serviços, à semelhança do que aconteceu em 2013. Para Pedro Farromba “seria útil e necessário que este ano houvesse a isenção do pagamento das refeições escolares e da componente de apoio à família uma vez que essa medida iria permitir apoiar as pessoas a fazer face à conjuntura de crise que estamos a viver; infelizmente a maioria decidiu noutro sentido”.
Também o vereador da CDU apresentou uma proposta no sentido de se poderem rever os escalões que vão ser cobrados no próximo ano lectivo. Para José Pinto “essa possibilidade permitia um abaixamento dos valores nos segundo, terceiro e quarto escalões em termos percentuais na casa dos 25 por cento; a maioria não entendeu assim e certamente haverá famílias que vão continuar a ter dificuldades em pagar a alimentação dos seus filhos. Lamentamos essa situação até quando sabemos que um artista que esteve ai recentemente à Covilhã custou à câmara municipal mais de 20 mil euros só a parte da autarquia. São opções políticas, esse não é o nosso posto de vista e certamente que cada um vai ficar com as suas responsabilidades”.
Certo é que as duas propostas foram reprovadas e foi aprovada uma terceira, apresentada pela maioria, que contempla o pagamento desses serviços mediante as tabelas de atribuição do abono de família. Vítor Pereira, presidente da câmara da Covilhã, refere que se trata de uma medida que assegura justiça social, garantindo que nenhuma criança vai ter de abandonar a escola por falta de condições económicas “o que nós queremos é fazer justiça social e isso faz-se quando apoiamos os mais desfavorecidos e não os que têm um pouco mais; nós temos um trabalho em rede com as IPSS que estão no terreno e que conhecem as dificuldades e nós estamos cá para apoiar todas as situações de clamorosa dificuldade e eu garanto que ninguém deixará de estudar no concelho da Covilhã por falta de apoio financeiro da câmara municipal”.

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