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Sexta, 24 Nov 2017
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POLÍTICA
OPÇÃO CRITICADA PELA OPOSIÇÃO
Rádio Cova da Beira
Com os votos contra dos vereadores do MAC, CDU e do autarca independente, a câmara da Covilhã aprovou por maioria ratificar a sentença do tribunal arbitral que condenou a autarquia a pagar à empresa “Parq C” oito milhões e meio de euros pelo silo auto da praça do município.
Por Nuno Miguel em 29 de Jul de 2015
O tema esteve em cima da mesa na última reunião extraordinária do executivo e foi duramente criticada pelo eleito do MAC. Pedro Farromba refere que a proposta que foi chumbada pelo anterior executivo não contava para a capacidade de endividamento e agora ainda não se sabe qual o valor exacto da operação uma vez que a autarquia não dispõe de verbas para saldar essa dívida “não foi votada hoje nenhuma proposta de empréstimo; nós votámos uma proposta que pressupõe um encargo de oito milhões e meio de euros mas não sabemos quanto é que essa opção vai custar em juros a 15 anos. Se a taxa que for negociada andar pelos três e meio por cento, estamos a falar num pagamento trimestral que pode chegar aos 200 mil euros o que é o dobro da proposta anterior com outra grande diferença; a anterior proposta não contava para a capacidade de endividamento municipal e esta vai contar”.  
Também o vereador da CDU votou contra a restante operação por considerar que ela não trás benefícios significativos para o concelho. José Pinto refere que “a actual câmara conseguiu renegociar a decisão do tribunal e ganharam-se aqui alguns pontos, nomeadamente em termos de euros mas vamos ter aqui um constrangimento financeiro que nos vai acompanhar de forma muito marcante ao longo dos próximos anos”.
Na resposta o presidente da câmara da Covilhã acusa os vereadores da oposição de terem “memória curta”. Vítor Pereira recordou que a opção que o anterior executivo pretendia seguir era de pagar 11 milhões e 800 mil euros durante 30 anos; um montante que iria chegar aos 13 milhões com o pagamento de taxas de juro e acrescido o valor do inflacção. Com o acordo agora estabelecido o município paga oito milhões e meio de euros já com juros incluídos, sublinhando o autarca que “já agora em fase de execução da sentença conseguimos um perdão dos juros desde a data da decisão arbitral até ao dia 31 de Agosto que é o dia limite para pagar os oito milhões e meio de euros, e que significa uma poupança superior a meio milhão de euros e espantosamente vi que os senhores vereadores da oposição votaram contra algo que é um benefício para o município”.  
O autarca acrescenta que “nos próximos dias vai ser lançado o concurso para a contracção de um financiamento junto da banca, sendo certo que não vamos empurrar a dívida para a frente; vamos tentar que ela fique paga no espaço de 10 ou 15 anos ao contrário dos 30 que o meu antecessor queria assim como a câmara vai ficar no imediato proprietária dos silos e não fica sujeita a um contrato de arrendamento que iria durar esse período”. 

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