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POL�TICA
“UMA CONFUSÃO TREMENDA”
Rádio Cova da Beira
O presidente da câmara de Belmonte quer pedir uma audiência com carácter de urgência ao presidente do conselho de administração das “Águas de Lisboa e Vale do Tejo”. Em causa está o facto de a empresa ter cobrado 156 mil metros cúbicos de água no passado mês de Junho à autarquia quando no mesmo período do ano passado apenas foram cobrados 53 mil.
Por Nuno Miguel em 28 de Jul de 2015

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António Dias Rocha não se conforma com esta situação e quer pedir explicações ao presidente da nova empresa multimunicipal que opera na região “irei pedir uma audiência ao presidente, mostrar-lhe todos os estudos referentes à nossa situação e também pedir esclarecimentos sobre uma coisa que me mete uma confusão tremenda; em Junho do ano passado foram debitados à câmara 53 mil metros cúbicos de água e em Junho deste ano 156 mil. Quero saber o que se passa porque não se pode fazer uma coisa destas e apenas pedir que se pague”: 
O autarca pretende também colocar em cima da mesa a sua insatisfação pelo facto de Belmonte ter sido um dos municípios mais prejudicados ao nível da construção de novas infraestruturas e admite mesmo recorrer aos tribunais “eu não estou satisfeito com o trabalho que ficou por fazer no concelho e mais de 50 por cento da população só tem rede em baixa ao nível do saneamento; sinto que estou muito prejudicado em relação a outros e as águas tem de tomar as medidas necessárias porque se não o fizerem nós iremos tomar as medidas que acharmos mais convenientes, incluindo o recurso aos tribunais”.
António Dias Rocha manifesta ainda a sua estranheza pelo facto de vários municípios estarem a celebrar acordos para pagamento da dívida à empresa “o acordo que foi feito diz que os municípios recebem 20 milhões mas no nosso caso em concreto apenas recebemos 400 mil euros; os municípios deviam mais de 70 milhões e agora ficam a dever 50 e agora andam municípios a assinar acordos. Acham que alguém os paga?” interroga “porque é que estão a assinar um compromisso desses quando sabem que não o pagam?”
O presidente da câmara de Belmonte refere que o valor do município às “Águas de Lisboa e Vale do Tejo” ronda os três milhões de euros; o mesmo valor que a empresa deve investir no concelho no sentido de construir todas as infraestruturas que foram protocoladas aquando da assinatura do contrato de concessão.

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