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Quinta, 02 Abr 2020
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POL�TICA
“UMA CONFUSÃO TREMENDA”
Rádio Cova da Beira
O presidente da câmara de Belmonte quer pedir uma audiência com carácter de urgência ao presidente do conselho de administração das “Águas de Lisboa e Vale do Tejo”. Em causa está o facto de a empresa ter cobrado 156 mil metros cúbicos de água no passado mês de Junho à autarquia quando no mesmo período do ano passado apenas foram cobrados 53 mil.
Por Nuno Miguel em 28 de Jul de 2015
António Dias Rocha não se conforma com esta situação e quer pedir explicações ao presidente da nova empresa multimunicipal que opera na região “irei pedir uma audiência ao presidente, mostrar-lhe todos os estudos referentes à nossa situação e também pedir esclarecimentos sobre uma coisa que me mete uma confusão tremenda; em Junho do ano passado foram debitados à câmara 53 mil metros cúbicos de água e em Junho deste ano 156 mil. Quero saber o que se passa porque não se pode fazer uma coisa destas e apenas pedir que se pague”: 
O autarca pretende também colocar em cima da mesa a sua insatisfação pelo facto de Belmonte ter sido um dos municípios mais prejudicados ao nível da construção de novas infraestruturas e admite mesmo recorrer aos tribunais “eu não estou satisfeito com o trabalho que ficou por fazer no concelho e mais de 50 por cento da população só tem rede em baixa ao nível do saneamento; sinto que estou muito prejudicado em relação a outros e as águas tem de tomar as medidas necessárias porque se não o fizerem nós iremos tomar as medidas que acharmos mais convenientes, incluindo o recurso aos tribunais”.
António Dias Rocha manifesta ainda a sua estranheza pelo facto de vários municípios estarem a celebrar acordos para pagamento da dívida à empresa “o acordo que foi feito diz que os municípios recebem 20 milhões mas no nosso caso em concreto apenas recebemos 400 mil euros; os municípios deviam mais de 70 milhões e agora ficam a dever 50 e agora andam municípios a assinar acordos. Acham que alguém os paga?” interroga “porque é que estão a assinar um compromisso desses quando sabem que não o pagam?”
O presidente da câmara de Belmonte refere que o valor do município às “Águas de Lisboa e Vale do Tejo” ronda os três milhões de euros; o mesmo valor que a empresa deve investir no concelho no sentido de construir todas as infraestruturas que foram protocoladas aquando da assinatura do contrato de concessão.

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