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Segunda, 01 Jun 2020
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POL�TICA
FUNDÃO: PS CHUMBA CONTAS CONSOLIDADAS
Rádio Cova da Beira
Na última reunião da câmara municipal do Fundão, a discussão subiu de tom entre maioria e oposição na análise às contas consolidadas de 2014, que engloba a gestão financeira do município, as empresas municipais, no caso a ViverFundão, e outros compromissos assumidos pelo “grupo município do Fundão”.
Por Paulo Pinheiro em 29 de Jun de 2015

O presidente da autarquia destacou a redução da dívida entre 2011 e 2014 “há quatro anos era de 91 milhões 428 mil e baixamos no último ano para 82 milhões 129 mil euros”. Uma diminuição que demonstra a estratégia traçada nesta, que pretende continuar

“Esperemos continuar nesta linha dizendo sempre que o fator águas, que sempre ressalvo, é algo que pode influenciar os nossos números. Também quero deixar claro que não é previsível que em relação à ViverFundão (que tem um empréstimo de quatro milhões de euros para aquisição da EPF), dadas as grandes dificuldades que a escola tem tido em pagar a renda, no próximo ano e meio, que pedimos um período de carência, se reduza o empréstimo”, disse o edil.

O Partido Socialista diz-se preocupado com a situação, comparou os números das contas consolidadas e as previsões do plano de ajustamento financeiro que o município assinou, e chegou à conclusão que em 2013 a câmara cumpriu com o que tinha determinado com o PAEL, mas em 2014, n houve um desvio de 90%, nas despesas correntes cerca de quatro milhões de euros. O vereador António Quelhas, que regressou ao executivo depois de ter cumprido o pedido de suspensão, compara a gestão do município a “um comboio sem rumo”

“Leio este relatório e olho para um comboio que está um bocado sem rumo e à deriva e o pior é que o relatório também o indica em vários pontos e alerta para isso… cuidado com a fragilidade. O Sr. presidente tinha uma dívida definiu um caminho para a pagar, num plano de investimento lá em cima. No primeiro não cumpro e no segundo derrapo, isto preocupa-me. As contas do município vão no sentido preocupante”, sustenta o autarca socialista.

Paulo Fernandes questionou o vereador socialista sobre as suas declarações porque estava a comparar algo que não podia ser feito

“Não está comprar as mesmas coisas, num número não estão consolidadas as empresas municipais e no outro estão as empresas municipais. Se o Sr. vereador acha que não está errado… só lhe peço que tenha a humildade para reconhecer os erros como nós reconhecemos. Errou não há problema nenhum”, disse o presidente da autarquia.

A discussão não terminou sem que António Quelhas acusasse o chefe do executivo de ter “uma câmara falida” e de não poder estar a fazer investimento quando não tem dinheiro.

“Apesar de saber interpretar os números da maneira correta preferiu não fazê-lo. Está a cometer um erro na sua apreciação e com isso a leitura das contas consolidadas da câmara estão feridas”, replicou o presidente da edilidade     

 


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