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sábado, 24 set 2022
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SOCIEDADE
MÉDICOS HOMENAGEADOS
Rádio Cova da Beira
O bastonário da ordem dos médicos considera que não é com a formação de mais profissionais que se combate o problema da falta de médicos no interior do país. José Manuel Silva esteve de visita à região onde marcou presença na homenagem efectuada pelo conselho distrital da ordem aos seis médicos que assinalaram 25 anos de filiação.
Por Paula Brito Batista & Nuno Miguel em 21 de Jun de 2015
Uma iniciativa onde José Manuel Silva deixou um forte apelo à adopção de medidas de discriminação positiva no que diz respeito à valorização do trabalho médico por forma a poder combater esse problema “como se viu a abertura de um curso de medicina na universidade da Covilhã também não foi suficiente para resolver esse problema porque não é a formar mais médicos ou a criar mais cursos que se resolve o problema da falta de médicos em algumas zonas do país porque nós temos médicos em número suficiente, estão é mal distribuídos. Formar mais médicos apenas iria potenciar ainda mais a emigração e originar um prejuízo económico ainda maior para o país. O que nós precisamos é de medidas de discriminação positiva, que valorizem e qualifiquem o trabalho médico, porque se derem aos médicos condições minimamente atractivas eles fixam-se no interior do país até porque esta região tem normalmente uma excelente qualidade de vida”.

 

Um facto também sublinhado pelo presidente do conselho distrital da ordem que refere que, de ano para ano, tem vindo a diminuir o número de homenageados. Ernesto Rocha refere que distinguir os 25 anos de profissão é quase uma obrigação daquele organismo mas mostra-se convicto de que nos próximos anos o número de homenageados vai voltar a crescer “25 anos numa actividade seja ela qual for é um momento alto e penso que o reconhecimento da ordem é o mínimo que se pode fazer; tenho verificado que de ano para ano o número de médicos homenageados tem vindo a diminuir mas vai depois haver uma altura em que voltam a ser mais. Isto é uma referência que há 25 anos atrás apenas seis médicos se mantiveram aqui no distrito de Castelo Branco enquanto que na minha geração posso garantir que havia pelo menos 200 que aqui se fixaram. Entretanto também começaram a haver os «numerus clausus» mas eu acredito que a situação hoje já se está a reverter”.

 

Gisela Bragança foi uma das médicas homenageadas nesta iniciativa e não esconde que esta distinção teve um significado especial “é sempre bom sermos reconhecidos, isto também nos deve levar a reflectir que já temos alguma experiência mas devemos sempre aprender com os restantes colegas; quando fomos para medicina o nosso objectivo foi sempre tratar doentes e os doentes não tem idade e apesar de o nosso distrito estar cada vez mais envelhecido é sempre um prazer poder ajudar as pessoas e procurar dar-lhes uma qualidade de vida cada vez melhor”.

 

Também homenageado foi o director do serviço de pediatria do centro hospitalar da Cova da Beira. Ricardo Costa ficou-se na região há 16 anos, depois da inauguração do novo edifício daquela unidade de saúde, e não se mostra arrependido da opção que tomou “no meu caso estou radicado na Covilhã já há 16 anos e tomei essa opção quando foi inaugurado o novo centro hospitalar da Cova da Beira e posteriormente do curso de medicina na universidade da Beira Interior porque isso criou novas expectativas para os médicos, novos projectos de saúde que têm sido revitalizantes, e que veio trazer à região uma qualidade na saúde que hoje é reconhecida por todos e por isso eu agradeço esta homenagem e penso que estas iniciativas são sempre de louvar”.  

 

Distinguidos foram também Isabel Oliveira, Paula Antunes Correia, José Sá e Margarida Ascensão.


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