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Quinta, 09 Abr 2020
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SOCIEDADE
COVILHÃ: 120 NOVOS CASOS POR ANO
Rádio Cova da Beira
Desde que abriu portas, em 2010, ao gabinete de apoio à vítima de violência doméstica da Coolabora chegam em média 120 novos casos por ano. As vítimas são sobretudo mulheres, entre os 35 e os 45 anos, e maioritariamente do concelho da Covilhã.
Por Paula Brito em 27 de May de 2015
 

“Um número bastante elevado tendo em conta que estamos a falar apenas no concelho da Covilhã, eventualmente surgem-nos caso do Fundão, Belmonte e até da Guarda mas a maioria é essencialmente é do concelho da Covilhã, o que mostra que ainda há muita gente a ser vítima de violência doméstica”.

Segundo Rosa Carreira, da direcção da Coolabora, as vítimas de violência doméstica que chegam ao gabinete têm, em geral, dificuldades financeiras, apesar do fenómeno ser transversal a todas as classes sociais “afecta todas as classes sociais mas ao gabinete vão pessoas com menos recursos financeiros, ao nosso e a todos os gabinetes do país, porque as mulheres com meios financeiros contratam um advogado e nem sequer chegam a fazer parte das estatísticas”. Este é um dos motivos que leva Rosa Carreira a afirmar que os dados conhecidos da violência doméstica são apenas a ponta de um icebergue.

Um flagelo que a Coolabora tenta combater com prevenção, sobretudo junto dos mais jovens onde a realidade é também preocupante “o que nós percebemos é que muitos dos jovens com que nós intervimos nas escolas não têm a noção de que aquilo que estão a fazer não é violência, por exemplo, acham que mexer no telemóvel da namorada/o  não é uma forma de violência, acham que cenas de ciúmes com alguma violência à mistura é uma demonstração de amor”.

Na sociedade há ainda alguns mitos que é preciso quebrar, tal como a tendência para desculpabilizar o agressor “se não bebesse se calhar era boa pessoa, não batia na mulher e nos filhos, se não estivesse desempregado era outra pessoa, são alguns dos mitos que desculpabilizam o agressor e que não podem ser permitidos porque a causa directa de um agressor é exercer poder, até porque a maioria dos agressores são pessoas que na sua vida social são cordatas, alguns até sedutores, e depois quando chegam a casa é que se transformam em monstros”.

O gabinete da apoio à vítima de violência doméstica da Coolabora, junto ao jardim público, presta apoio psicológico, informação jurídica e encaminhamento social, gratuita e confidencialmente.  Funciona de segunda a sexta-feira das 90h30 às 12h30 e das 14h às 18h, podendo solicitar atendimento em horário pós-laboral através do n.º 963603300.


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