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Quinta, 13 Dez 2018
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POLÍTICA
“CAUTELAS E CALDOS DE GALINHA…”
Rádio Cova da Beira
O adágio popular utilizado por Luís Garra quando questionado se as preocupações com o processo de transferência do hospital do Fundão para a misericórdia local se mantêm caso seja o PS, o outra força política que não a actual coligação, a vencer as próximas eleições legislativas. Em entrevista à RCB, o coordenador da União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco diz que os recentes anúncios da criação da Unidade Local de Saúde (ULS) da Cova da Beira e do Grupo Hospitalar da Beira Interior serviram apenas para “acalmar as hostes”.
Por Paula Brito em 20 de May de 2015
“A ULS, em concreto, até me pareceu mais que apareceu como uma lei das compensações, ou seja, tiramos o hospital mas criamos uma ULS, quando o problema da ULS não é o nome mas o que é que lá tem dentro, é como o Grupo hospitalar da Beira Interior que é apenas um nome”. Ambos têm na opinião de Luís Garra o objectivo de “acalmar as hostes”.

Para o coordenador da União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco, mais do que nomes, é preciso valorizar os conteúdos e recorda que todos os hospitais que integram o chamado grupo hospitalar da Beira Interior foram classificados no mesmo nível “sendo classificados no nível 1 há um conjunto de valências e especialidades que deixam de existir e que passarão, por exemplo, para o hospital de Viseu”.

Quanto ao problema da propriedade do novo edifício do hospital do Fundão, para Luís Garra não passa de um fait-divers “acredita que se lhe estivessem a construir uma casa num terreno seu não dava conta? Então não é verdade que o anúncio, com pompa e circunstância, foi feito no salão nobre da câmara municipal do Fundão? Deixaram construir clandestinamente uma casa sem licenças, violando provavelmente instrumentos urbanísticos? Quem viola instrumentos urbanísticos incorre numa perda de mandato. Eu creio que não vale a pena entrarmos neste campo que é um fait divers para desviar as atenções do que é central”.

A questão central é para o coordenador da União dos Sindicatos do distrito de Castelo Branco a entrega do hospital do Fundão à misericórdia local, contra a qual circula um abaixo-assinado que conta já com mais de três mil assinaturas. Quanto à petição da câmara da Covilhã, é bem-vinda mas, “não pensemos que a petição aprovada pela CMC é totalmente consensual, por exemplo quando se fala no hospital do Fundão fala-se em interromper e não acabar com o processo, mas apesar desta nuance nós pensamos que a petição tem um sentido positivo”.

Caso o processo não avance na actual legislatura haverá motivos para preocupações se o PS for poder? À pergunta da RCB, Luís Garra responde “cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém, e como já assisti a tantas eleições em que para se ganhar se faz uma coisa e depois se faz outra, acho que vale a pena continuar a insistir nesta linha de alerta e de obrigar a um contínuo posicionamento das forças políticas”.

Em entrevista ao programa Flagrante Directo da RCB, Luís Garra diz que o pior que pode acontecer a este processo é estar no “limbo”, por isso avança no dia 30, no jardim das tílias uma acção designada Abraça o teu hospital, a partir das 17h.


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