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Domingo, 21 Jul 2019
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POL√ćTICA
AMC: PS PRESTOU CONTAS
Rádio Cova da Beira
Com cinco votos contra e seis absten√ß√Ķes, a Assembleia Municipal da Covilh√£ (AMC) aprovou, por maioria, o relat√≥rio e contas de gest√£o da autarquia referente a 2014. Um ano em que, segundo V√≠tor Pereira, foi poss√≠vel reduzir o passivo em 11 milh√Ķes de euros e retirar o munic√≠pio da ¬ďespada¬Ē do saneamento financeiro. A oposi√ß√£o diz que o PS foi mais longe na Covilh√£ do que a Troika no pa√≠s e acusa V√≠tor Pereira de ter deixado cair o ¬ďor√ßamento das freguesias¬Ē.
Por Paula Brito em 30 de Apr de 2015

Para João Bernardo, do Movimento Acreditar Covilhã, o relatório de gestão demonstra que o orçamento era irreal, e que a gestão do último ano foi feita em função do serviço da dívida “tirou ao investimento, às juntas de freguesia, para dar ao serviço da dívida, mas não se consegue perceber como é que um orçamento que seria das juntas de freguesia, apenas 20% do valor que estava afecto foi entregue às juntas de freguesia, para quem tanto critica o que o governo faz a nível nacional, o senhor fez pior na Covilhã”. Apesar disso o Movimento Acreditar Covilhã ficou dividido na votação: dois elementos votaram contra, os restantes seguiram o voto do vereador Pedro Farromba no executivo e abstiveram-se.

Por entre críticas à falta de rigor nos números que são avançados para a opinião pública e à ausência de dados das empresas onde o município detém participação, o PSD salienta o aumento no fornecimento de serviços externos em contraponto com a diminuição dos custos com remunerações “os custos das remunerações diminuíram 215 mil euros mas, na mesma proporção os Fornecimentos de Serviços Externos (FSE) aumentaram 198 mil euros. Importa questionar senão contratam porque não podem, e todos os que entraram, estando num regime de prestação de serviços agravam agora os FSE?” Questionou João Nuno Serra da bancada do PSD que se absteve na votação das contas, perante a ausência do vereador social-democrata, Joaquim Matias, que também não esteve presente na reunião do executivo quando foram votadas as contas.

Vítor Reis Silva enumerou durante alguns minutos as obras que constavam das Grandes Opções do Plano e Orçamento, o que estava previsto e o que foi, e sobretudo, o que não foi realizado, para concluir “a leitura exaustiva das acções e projectos previstos e não executados demonstra a dimensão extraordinária do falhanço e rotundo fracasso da estratégia do PS no ano de 2014. Afirmava que este era o orçamento das freguesias, aqui fica demonstrado que este orçamento das freguesias teve uma execução de 6,3%”. A bancada da CDU votou contra, ao contrário do vereador eleito no executivo que se absteve na votação.

Em defesa do executivo, Pina Simão, elogiou a gestão do PS apesar das dificuldades acrescidas com que se deparou no último ano “esta câmara livrou os covilhanenses de um pesadelo, eu gostava que os deputados que hoje vão votar contra fossem junto dos covilhanenses dizer que votaram contra porque queriam mais obra mesmo que isso significasse pagaram mais taxas, mais impostos, mais penalizações”. Segundo Vítor Pereira a taxa de execução de 57% é a mais elevada da última década “isso responde por si, e responde por si também a qualidade da nossa gestão que está atestada por quem nos fiscaliza. Acham que o FAM nos dispensava de recorrer ao Fundo de Apoio Municipal se nós tivéssemos más contas?, isto atesta a nossa boa gestão”. Em relação às críticas de que o relatório e conta de gestão não reflectem os números avançados pela auditoria, o autarca covilhanense garante que “a auditoria peca por defeito e não por excesso”.


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