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Terça, 19 Nov 2019
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POLÍTICA
O QUE DISSE A ASSEMBLEIA
Rádio Cova da Beira
O anúncio da condenação da Câmara Municipal da Covilhã ao pagamento de mais de 8,8 milhões de euros à Park C, suscitou a mais variadas reacções nos grupos políticos que constituem a assembleia municipal.
Por Paula Brito em 29 de Apr de 2015

A começar pelo PSD que se demarcou da situação, pela voz de João Nuno Serra “o PSD demarca-se em absoluto daquilo que foi realizado sobre este contrato. O PSD nunca defendeu aquilo que hoje são as PPP´s (Parcerias Público Privadas), aquilo que foi feito na Park C configura a vanguarda de uma PPP, de alguém que queria dar outra figura ao pelourinho e vendeu o solo ao preço que ficamos hoje a saber que custou”.

Para Vítor Reis Silva as responsabilidades não se esgotam na figura do anterior presidente da câmara da Covilhã “temos que condenar o PSD que deu suporte a esta maioria política e que nunca emitiu um comunicado a discordar desta parceria. Falamos sempre do anterior presidente da câmara, Carlos Pinto, mas a câmara é um colectivo, eu fazia parte da câmara em 2009 e votei contra, mas se formos ver bem vamos encontrar no actual executivo um responsável”. O líder da bancada da CDU referia-se a Joaquim Matias, o único membro do actual executivo que fazia parte da maioria social democrata na câmara da Covilhã em 2009.

Pina Simão, da bancada do PS, que ficou “estupefacto” com a situação, não recuou tanto e entende que os responsáveis são todos os que votaram favoravelmente o acordo proposto em vésperas das autárquicas e que acabou por ser chumbado “todo este imbróglio político e jurídico tem nomes e tem caras. O acordo foi reprovado com os votos contra dos então vereadores Vítor Pereira, Graça Sardinha, João Correia, Pedro Silva e João Esgalhado e houve votos a favor do senhor presidente, vice presidente e vereadores Luís Barreiros e Paulo Rosa”.

O líder da bancada do Movimento Acreditar Covilhã vai enviar um requerimento ao presidente da autarquia pedindo esclarecimentos sobre a sentença que segundo João Bernardo, do MAC, deveria constar dos documentos que são disponibilizados à assembleia que deve ser respeitada e não um local onde se lançam bombas “qual é que foi a data da sentença de que esteve aqui meia hora a falar, e se foi posterior ou anterior à data da informação que envia ao presidente da assembleia, porque esta assembleia não é propriamente um sítio para se lançar bombas. Porque o exercício que fez aqui é de má fé e é um exercício capcioso do que é uma sentença que eu prefiro primeiro analisar e depois concluir”.

O MAC remete assim uma posição para depois da análise da sentença do Tribunal Arbitral que condenou a CMC a pagar mais de 8,8 milhões de euros, com juros incluídos, à Park C.


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