RCB/TuneIn
Domingo, 08 Dez 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
JULGAMENTO CONTINUA NA COVILH
Rádio Cova da Beira
Está marcada para o próximo dia 13 de Maio a terceira sessão do julgamento de Luís Alçada Baptista, acusado de difamação agravada contra o antigo presidente da câmara da Covilhã. A segunda sessão do julgamento ficou marcada pelo depoimento de Carlos Pinto.
Por Nuno Miguel em 29 de Apr de 2015

“Durante 20 anos realizei centenas de actos enquanto presidente de câmara e nunca pratiquei nenhum acto de corrupção activa ou passiva”. Foi desta forma que o ex presidente da câmara da Covilhã se dirigiu ao tribunal a propósito de um mail alegadamente enviado por Luís Alçada Baptista em que o proprietário de uma parte dos terrenos para onde estava prevista a construção da barragem das Penhas da Saúde se referia a Carlos Pinto com expressões como “ditador intratável” e “corrupto” e que levaram o ex autarca a apresentar queixa e a constituir-se como assistente no processo.

Na segunda sessão deste julgamento, Carlos Pinto afirmou que teve conhecimento do conteúdo desse email através de um telefonema de José Luís Morais Alçada, residente em Angola e que posteriormente lho endereçou. O antigo autarca covilhanense referiu ainda que as expressões utilizadas “ofendem” e afirmou que não se tratou de um acto isolado por parte do arguido que noutras situações utilizou expressões atentatórias do seu bom nome e dignidade. Um dos exemplos deixados foi o de um assalto à casa de Luís Alçada Baptista, ocorrido há algumas semanas, e em que o arguido terá insinuado que esse assalto tinha sido consumado pelo ex autarca.

Durante o julgamento foram ouvidas as testemunhas José Eduardo Cavaco, Ana Manso e João Carlos Lâzinha. Todos eles afirmaram que não tiveram conhecimento do email mas foi-lhes transmitida a sua existência e assumiram que o seu conteúdo deixou o ex autarca abalado perturbado. A testemunha Ramiro Reis afirmou ao tribunal que leu o conteúdo desse email que lhe foi mostrado por António Rebordão, ex presidente da junta de freguesia de Santa Maria, enquanto que a testemunha Leopoldo Santos afirmou que viu uma cópia desse email, recorda o seu conteúdo ofensivo mas já não se lembra de quem lha mostrou.

Também ouvido foi Carlos Alçada Baptista, tio do arguido, com quem assumiu estar de relações cortadas há vários anos. A testemunha refere que não tem email mas teve conhecimento dessa mensagem através de várias pessoas da família. Afirmou ainda que rompeu relações com Luís Alçada Baptista por causa da partilha dos terrenos para onde esteve prevista a construção da barragem e acusou-o mesmo de ter “falsificado o parcelário”. A testemunha disse ainda que o arguido mostrou sempre uma oposição “feroz” à construção da barragem ao contrário do que sucedeu com os restantes elementos da família.


  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados