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Quarta, 17 Jul 2019
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CULTURA
RECORDAR O DIA DO TRABALHADOR
Rádio Cova da Beira
Fazer uma viagem por todas as comemorações do 1º de Maio em liberdade é o grande objectivo da exposição de cartazes alusivos ao dia do trabalhador que a união de sindicatos de Castelo Branco está a promover no átrio principal do centro hospitalar da Cova da Beira até ao final desta semana.
Por Nuno Miguel em 29 de Apr de 2015
São mais de 60 cartazes que podem ser vistos pelo público onde é feita toda a retrospectiva destas comemorações assim como de várias iniciáticas complementares como as provas de atletismo que trouxeram à Covilhã alguns dos maiores nomes da modalidade, como Carlos Lopes, Rota Mota, Manuela Machado, Paulo Guerra ou Francis Obikwelu. 
De acordo com o coordenador da união de sindicatos de Castelo Branco “são muitos cartazes que foram editados, uns de carácter sindical, outros de carácter recreativo e ainda desportivos e para quem gosta de analisar estas questões percebe a dinâmica das palavras de ordem que foram sendo colocadas; queremos também com esta exposição mostrar a arte através do cartaz e também a mensagem politico-sindical que está subjacente a cada um deles”. 
Luís Garra acrescenta que em todos os cartazes há duas linhas orientadoras e que ainda hoje assumem um papel determinante na acção sindical “por um lado as questões do emprego que continua a ser uma questão central com tudo aquilo que lhe está associado mas também há as questões da unidade porque não há uma organização sindical que defenda mais a unidade dos trabalhadores e que a pratique do que a CGTP; nunca viram a CGTP numa atitude de contribuir para a divisão dos trabalhadores e o que nós procuramos sempre, não apenas nas iniciativas comemorativas do 1º de Maio mas no dia a dia que essa unidade de fortaleça nas empresas e nos locais de trabalho”.
Em declarações à RCB o coordenador da união de sindicatos recordou ainda a forma como viveu o primeiro dia do trabalhador que comemorou em liberdade “não tinha a consciência sindical nem política que tenho hoje, era um jovem operário de 17 anos que viveu intensamente essa data a partir dos ensinamentos que recolheu dos trabalhadores mais antigos com quem começou a trabalhar aos 11 anos e que lhe transmitiram uma consciência de classe muito forte e foi por isso que participei com muita intensidade e um sentimento muito profundo nas primeiras comemorações em liberdade”. 

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