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SOCIEDADE
PENSO ALTERNATIVO
Rádio Cova da Beira
Um investigador da Universidade da Beira Interior desenvolveu um penso com micro- agulhas que procura ser alternativa "indolor" e mais barata a vacinas e a medicamentos administrados por via oral.
Por Paulo Pinheiro em 29 de Apr de 2015

O penso com micro-agulhas penetra na camada superficial da pele, não provoca dor e não precisa de entrar na corrente sanguínea, não sendo "necessário entregar uma grande dose porque não tem de andar por toda a corrente sanguínea", explicou à agência Lusa, André Moreira, responsável pelo projeto desenvolvido no Centro de Investigação em Ciências da Saúde e apresentado terça-feira, em Coimbra. 

As vias tradicionais de administração de fármacos têm "desvantagens", seja "o desconforto e dor" das vacinas, seja as grandes doses utilizadas pelos medicamentos por via oral, sendo que há uma interação das moléculas bioativas com tecidos saudáveis.

 

Com este novo produto, pode-se "facilitar a acessibilidade a medicamentos", não é necessário "ser uma pessoa treinada" para o administrar e pode levar a uma redução de custos, apontou o jovem investigador, salientando que pretende estabelecer contactos com a indústria farmacêutica para produzir o produto.

 

 

Este foi um dos produtos apresentados hoje na sede do Conselho Empresarial do Centro, em Coimbra, resultante da segunda edição do INESPO, um projeto de inovação em rede entre as universidades da região Centro e da região de Castela e Leão, em Espanha, que promove a transferência de conhecimento das instituições de ensino superior para as empresas. 


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