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Segunda, 16 Dez 2019
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SOCIEDADE
25 DE ABRIL NO SOUTO DA CASA
Rádio Cova da Beira
Pela primeira vez o Fundão descentralizou as comemorações do 25 de Abril realizando a sessão solene na freguesia de Souto da Casa, no ano em que se comemoram os 125 anos da tomada do Carvalhal.
Por Paula Brito em 25 de Apr de 2015

Um dia histórico para o Souto da Casa, considera a presidente da junta, Dores Ladeira, que se socorreu das palavras que José Mário Branco para ilustrar a importância de comemorar a liberdade em terras do Carvalhal.

“Foi uma revolta popular que bem pode inscrever-se na tradição mais genuína da luta pela liberdade em Portugal, ou um gesto primeiro de luta pela liberdade. Comemoramos pois, durante este ano os 125 anos da tomada do Carvalhal, a sua associação ao 25 de Abril é inevitável, esta sessão acontece, deixem-me afirmar, no lugar certo.”

Para Luís Lourenço, da bancada da CDU, há outro motivo para homenagear o Souto da Casa neste dia, recordando as eleições de 1969, quando o povo da rama do castanheiro desafiou a ditadura dando a vitória à lista da oposição democrática “esta é mais uma razão que justifica a realização desta sessão no Souto da Casa, é uma homenagem tardia àqueles que aqui, de certa forma, anteciparam o 25 de Abril”.

Conceição Martins, eleita ontem à noite presidente da concelhia do PS do Fundão, abordou os temas que preocupam a bancada socialista “nomeadamente o endividamento e crescimento descontrolado do passivo do município, o que a curto prazo será um entrave sério ao desenvolvimento do nosso concelho, no que diz respeito à saúde pairam nuvens negras traduzíveis num futuro incerto para o hospital pois é evidente a intenção do governo de desmantelamento do hospital”.

Para Jean Barroca a desertificação retirou ao interior a liberdade de escolher onde querem viver. O representante da bancada do PSD, presidente da concelhia social-democrata, acredita no entanto que o interior deve fazer parte da solução e não do problema, e o Fundão é disso um exemplo “são as políticas que vemos no nosso concelhos baseadas na sustentabilidade, na solidariedade e competitividade que procura aproveitar os recursos do nosso  concelho, mas também baseadas na inovação, criatividade, engenho, tenacidade e resiliência daqueles que estão cá e acreditam que é bom e se pode viver no Fundão”.

Paulo Fernandes recordou o património de liberdade que o Fundão tem na sua história afirmando que no concelho "nunca houve territórios sem voz". Presidente de uma terra de resistência e luta pela democracia, o autarca acredita que é possível ganhar o futuro “queremos uma cidade e concelho abertos ao mundo, um território atractivo à fixação de jovens e capaz de ver reforçado o orgulho que sentimos em ser fundanenses”, deixando o Orçamento Participativo como exemplo “contou com mais de 70 propostas, das quais 42 estão em votação que já ultrapassou os 7 mil votos”.

Maria do Carmo Nogueira, presidente em exercício na assembleia municipal do Fundão, socorreu-se da poesia para recordar o dia e como tudo aconteceu, há 41 anos atrás “...e a canção interditada teve honras de vir à cena, foi por todos nos cantada, Grândola Vila Morena”.


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