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Quinta, 04 Mar 2021
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CULTURA
COVILHÃ QUER CLASSIFICAR PATRIMÓNIO
Rádio Cova da Beira
A câmara municipal da Covilhã já tem constituído um grupo técnico no sentido de avançar com vários processos de classificação de património naquele concelho. O anúncio feito pelo coordenador da rede municipal de museus durante o segundo encontro de escritores e investigadores que se debruçou sobre esta temática.
Por Paulo Pinheiro em 22 de Apr de 2015

Carlos Madaleno refere que existiam vários processos em curso mas que acabaram por ser interrompidos com a extinção do antigo IPPAR. No entanto a iniciativa está agora a ser retomada “criámos já um grupo de trabalho com este objectivo específico da classificação de património quer material quer imaterial; na questão do património industrial haverá alguns conjuntos de edifícios que serão sujeitos ao processo de classificação, neste momento eles já estão pré definidos mas eu não quero adiantar os locais porque esse projecto pode ainda sofrer algumas alterações”.   

 

Uma iniciativa que o presidente do clube do professor da Covilhã, entidade responsável pela organização da iniciativa aplaude. José Luís Adriano sublinha que “no que diz respeito ao património cultural industrial já não nos chegou no melhor estado de conservação mas, por esse facto, nós não podemos dizer que já não temos mais que fazer sobre isto. Se há mecanismos, estruturas, preocupações e sensibilidades que tem a consciência de que a cultura tem de continuar no tempo é no estado em que o recebemos das gerações anteriores que nós temos que encontrar a forma de lhe dar continuidade para conseguirmos fazer chegar ainda mais longe esta cultura”.

 

Um dos caminhos apontados, nomeadamente para o património existente na ribeira da carpinteira onde existem cerca de 60 edifícios fabris antigos, passa pela dinamização na área do turismo, nomeadamente com a criação de uma rota pedestre, a dinamização de circuitos de BTT ou caminhadas pelo interior do leito das ribeiras.

Para Nuno Adriano, um dos investigadores presentes na iniciativa, a Covilhã dispõe de condições únicas a nível nacional para concretizar algumas dessas apostas “nós temos exemplos de outras cidades que também tiveram um passado ligado à parte da indústria e que paulatinamente tem estado a recuperá-lo; a nossa em Portugal com estas características que eu conheça é a única, tem um legado principalmente material que é fantástico e das ruinas que existem podemos construir rotas de valor e que podem colocar a Covilhã como um destino turístico relevante a nível nacional e até internacional”. 

 

Outro dos caminhos passa por refuncionalizar alguns desses antigos edifícios como é o caso da antiga fábrica “Estrela” onde actualmente está instalada a “New Hand Lab”; uma incubadora de projectos criativos dinamizados sobretudo por jovens. Para Francisco Afonso, proprietário do imóvel, trata-se de uma forma de promover o regresso às fábricas em pleno século XXI “é um dos caminhos que pode ser seguido e é bom que se veja este exemplo que no fundo é uma nova industria, assente nos criativos e nos talentos que temos tentado criar ao longo deste pouco tempo do «new hand lab»”.

 


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