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Quarta, 24 Fev 2021
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CULTURA
"CONCLUSÃO ABERTA: O ESPAÇO ACTIVO DE JORGE OTEIZA"
Rádio Cova da Beira
É o nome da exposição itinerante que o Núcleo da Real Fábrica Veiga do Museu dos Lanifícios da UBI acolhe a partir desta quinta-feira. A mostra está patente até 24 de Maio.
Por Paulo Pinheiro em 16 de Apr de 2015

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No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2015 (18 de abril), o Museu de Lanifícios da UBI recebe na Galeria da Real Fábrica Veiga, entre 16 de abril e 24 de maio, a exposição itinerante "Conclusão aberta. O espaço ativo de Jorge Oteiza", que se debruça sobre as relações entre os processos de geração do espaço arquitectónico e outras expressões artísticas, a partir da investigação da relação entre a experimentação espacial da escultura do Jorge Oteiza (Orio, 1908-San Sebastián, 2003) e a arquitetura. A mostra patenteada reveste-se de particular interesse para investigadores, estudantes e docentes de artes, arquitectura, design, história e património.

 

Da autoria de Jorge Jular (docente da UBI, Portugal) e de Juan Carlos Quindós (fotógrafo e artista visual, Espanha), a exposição conta com a colaboração da Fundación Museo Jorge Oteiza, do Ministerio de Ciencia e Innovación del Gobierno de España, do Departamento de Engenharia Civil e Arquiteturada Universidade da Beira Interior (Portugal) e do Banco Santander Totta.

 

A sessão de abertura e inauguração terá lugar na Galeria da Real Fábrica Veiga esta quinta-feira, dia 16 de Abril, pelas 18h00, com entrada livre.

A exposição vai estar patente ao público entre os dias 16 de abril e 24 de maio, de terça-feira a domingo, das 9h30 às 12h00 e das 14h30 às 18h00, e a entrada é livre para a comunidade em geral.

 

Breve sinopse da exposição

 

A exposição resulta da investigação baseada no estudo das categorias espaciais, entendidas como peça chave do discurso arquitetónico, colocadas relativamente à obra do escultor espanhol Jorge Oteiza (Orio, 1908-San Sebastián, 2003), onde se encontram particularmente presentes. Com esta transversalidade entre as diferentes artes, trata-se de comprovar se a escultura de Oteiza, assim como o processo cumulativo de relações, é um produto da utilização de uma ideia de espaço próxima à arquitetónica.

 

Para isso, o trabalho apoia-se em dois instrumentos eficazes que permitem entender as suas categorias espaciais. O primeiro instrumento tem sido a análise gráfica das obras escultóricas de Oteiza, com levantamentos diédricos e tridimensionais aplicados a diversas peças representativas das famílias formais estabelecidas pelo próprio escultor. Junto ao desenho, dota-se de protagonismo a imagem. Mediante outros meios de representação espacial, como a fotografia ou o vídeo, pretende-se mostrar uma interpretação complementar das conclusões obtidas a partir do estudo gráfico.

 

As conclusões decorrentes desta interpretação permitem construir um novo discurso onde as esculturas se entendem como reflexão experimental sobre o conceito de espaço como vazio relacional e significativo. Este sistema tem permitido, em última instância, resumir a procura artística do Oteiza nas categorias de Espaço Buraco, Espaço Furo e Espaço Vazio, que servem, por sua vez, como método de análise comparativa entre a escultura oteiziana e o âmbito arquitetónico. 


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