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Segunda, 18 Dez 2017
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SOCIEDADE
III GALA DISTRITAL DO BOMBEIRO
Rádio Cova da Beira
O vice presidente da liga dos bombeiros Portugueses lança um forte apelo ao estado no sentido de se encontrar uma nova fórmula de financiamento para as actividades desenvolvidas pelos soldados da paz.
Por Nuno Miguel em 31 de Mar de 2015
Na terceira gala distrital dos bombeiros, que decorreu na Covilhã, Adriano Capote sublinha que “um dia destes, se a crise continuar e se não tivermos os sem farda com os meios financeiros necessários eu voltarei a dizer, num palco como este, que os bombeiros até descalços e de bicicleta vão apagar fogos e isso não pode ser; a verdade é que era importante que, por exemplo, a parte dos jogos da santa casa, nomeadamente a verba que tem a ver com o euromilhões, possa ser distribuída para os bombeiros porque nós nunca vimos um tostão disso e será fácil para toda a gente perceber que o aumento da lei do financiamento das associações de bombeiros viria a ser substancial”. 
Para além de exigir um novo modelo de financiamento, o vice presidente da liga quer ainda que o estado crie a medida nacional do cartão social do bombeiro “é um cartão que pode levar a que as pessoas que já são voluntárias a sentirem ainda mais a obrigação de continuarem a ser voluntários sem que isso os transforme em profissionais porque há quem queira, maldosamente, confundir os subsídios que se recebem como se tratassem de profissionais. Não percebem nada disto. Se esse cartão social for conseguido é mais uma prenda e se depois a liga, enquanto representante de todos os bombeiros, puder vir a ser considerada como um parceiro social talvez ai o sector dos bombeiros passe a ter ainda mais força”.
Uma gala onde foram homenageados mais de uma dezena de personalidades e instituições ligadas aos soldados da paz e onde o presidente da federação, José Avelino Neves, recebeu o presente que mais desejava “a federação de bombeiros do distrito de Castelo Branco já tem uma sede e queremos que ela seja a sede de todos os bombeiros, temos muitos planos para as actividades que nela queremos desenvolver e a sede vai ser onde era a sede anterior, completamente reformulada, com novas condições, e condigna para albergar toda a história dos bombeiros do distrito”. 
Também presente nesta cerimónia o comandante operacional distrital, Rui Esteves, sublinhou que “os 12 corpos de bombeiros do distrito de Castelo Branco são claramente o verdadeiro braço armado de uma protecção civil distrital com os quais temos trabalhado e cooperado de forma afincada, projectando e interligando soluções para os problemas de protecção e socorro e cujo resultado se vislumbra na operacionalidade e na qualidade dos seus corpos activos”. 
Mas também houve boas notícias para a corporação da Covilhã. Vítor Pereira, presidente da câmara municipal, afirmou que “será feira na próxima semana a transferência da última tranche financeira respeitante à aquisição das viaturas limpa neves que os bombeiros adquiriram, com o apoio de fundos comunitários, e onde eu decidi que seria obrigação da câmara da Covilhã contribuir com o pagamento da comparticipação própria que os bombeiros da Covilhã deveriam assumir neste projecto; com este apoio e com estes equipamentos as populações do nosso concelho sentem-se mais seguras nos períodos de inverno e a protecção civil do nosso concelho está melhor preparada para enfrentar as intempéries habituais e dar resposta às invernias rigorosas a que a nossa localização serrana já nos habituou”.
Uma das viaturas já está ao serviço e a outra deve ser entregue à corporação em final de Abril. Para o presidente da direcção, Joaquim Matias “isso estava previsto no protocolo aquando da aquisição das viaturas limpa neves; nós vamos receber o veiculo pesado no final deste mês e por isso isto é o cumprimento daquilo que já tinha sido acordado anteriormente entre a direcção dos bombeiros e a câmara da Covilhã”.
Uma gala onde o presidente da câmara da Covilhã deixou ainda o anúncio de que o concelho pretende ser a base de um grupo de intervenção, protecção e socorro, estando já a decorrer negociações nesse sentido com o comando geral da GNR. 

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