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Sexta, 14 Ago 2020
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SOCIEDADE
MENOS AZEITE NA ÚLTIMA CAMPANHA
Rádio Cova da Beira
Na última campanha da azeitona entraram no lagar do Fundão 2 milhões 42 mil 870 quilos de azeitona que produziram cerca de 243 mil litros de azeite. Uma campanha que sofreu uma quebra em relação ao ano anterior “foi uma campanha, em relação às anteriores com menos quilos e menos azeite, mas foi muito bom em relação ao resto do país, tivemos azeite com graus muito bons, por isso não nos podemos queixar muito”.
Por Paula Brito em 31 de Mar de 2015
 

Mas na assembleia geral os sócios queixaram-se de terem entregue boa azeitona e terem recebido azeite virgem, em vez de extra virgem “porque os sócios entregam sempre azeitona boa, não há nenhum que diga que entrega azeitona má, mas depois nas descargas vê-se que não é assim”. 

Para evitar que a situação se repita no próximo ano, a direcção, segundo o presidente, António Amaral, vai fiscalizar a azeitona à entrada do lagar “vamos ter um laboratório que vai tirar todas as dúvidas, a azeitona será fiscalizada a nível visual e na análise à azeitona que será conhecida 30 segundos depois”.

Na assembleia geral da cooperativa de olivicultores do Fundão, como tinha prometido, Manuel Martinho, tornou públicos os motivos que o levaram a apresentar a demissão do cargo de tesoureiro, no final do ano passado “alguns dos motivos tem a ver com o que se ouviu na assembleia por parte dos associados, tem a ver com a insatisfação que eles têm pelo azeite que levaram, entre outras divergências a nível de gestão”.

A gota de água foi, no entanto, o facto de ter detectado que o nome que foi eleito para presidente da direcção não correspondia ao nome do presidente mas do pai, já falecido “ao detectar essa situação pedi uma assembleia para rectificar, nunca foi marcada, informei todos os órgãos sociais que ficava até ao final da campanha, como fiz, no final como a situação continuava por regularizar e eu pedi a demissão porque não podia estar a assinar porque tínhamos um presidente que assinava por procuração, é assim que está no auto de posse, e ninguém pode ter procuração de um morto”.

O presidente da assembleia geral explicou que não se pode pedir uma assembleia geral sempre que há um problema ou uma demissão, e que o assunto seria resolvido nesta assembleia que votou favoravelmente, com duas abstenções, a alteração do nome. Um lapso, que segundo António Amaral, fica agora ultrapassado “foi um lapso, o meu pai já faleceu há quatro anos e em todo o lado aparecia o meu número de contribuinte e na lista aparecia o nome dele, mas tudo se resolveu”.

José Ramalho assumiu o cargo deixado vago por António Martinho na direcção.


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