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Domingo, 17 Dez 2017
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SOCIEDADE
ELEIÇÕES NA RUA
Rádio Cova da Beira
O acto eleitoral marcado para esta segunda-feira, convocado por um grupo de associados, decorreu no espaço exterior do edifício da Sanicobe uma vez que as portas do antigo parque de leilão de gado da associação de defesa sanitária da Cova da Beira, onde costumam realizar-se as assembleias gerais, permaneceram fechadas.
Por Nuno Miguel em 30 de Mar de 2015
Apenas uma lista, liderada por Pedro Fiadeiro, concorreu a este acto eleitoral, se submeteu a sufrágio e dos 125 sócios presentes, recolheu 114 votos a favor. Houve ainda quatro votos brancos, dois nulos e cinco sócios que acabaram por não votar. O presidente eleito esta manhã refere que o acto foi conduzido de forma normal e é juridicamente válido “o acto foi conduzido com toda a licitude e com todo o respeito como não poderia deixar de ser; decorreu com serenidade e tranquilidade e com a crença dos associados em mudar e reconciliar uma vez que ele acontece na sequência de uma assembleia geral em que os sócios decidiram levar por diante uma assembleia eleitoral que foi convocada para hoje”. 
Pedro Fiadeiro acrescenta que os órgãos sociais que foram eleitos há poucas semanas atrás foram informados de toda a situação “posso dizer que sim, inclusivamente foi solicitado ao presidente da mesa da assembleia em funções que subscrevesse a convocatória, ele assim não o fez, mas na certeza que a comissão que foi criada na assembleia entendeu levar por diante essa convocatória e tem toda a legitimidade para que assim seja”.
O presidente da Sanicobe hoje eleito sublinha que a realização destas eleições pretendeu dar sequência à deliberação dos sócios de convocar um novo acto eleitoral “em tempo oportuno houve até uma tentativa para que as eleições não ocorressem, tanto quanto nos foi dado a conhecer foi inclusivamente apresentada uma providência cautelar para que os trabalhos não tivessem efeito mas ela foi indeferida por quem teria autoridade para o fazer e nós estamos a fazê-lo de acordo com a vontade dos associados, de forma ordeira e com todas as dificuldades com que nos deparámos”.   
Os órgãos que hoje foram eleitos e empossados de seguida estabeleceram agora o prazo de uma semana para que lhe sejam entregues todos os documentos e assumam os desígnios da instituição “o que faz falta neste momento é a direcção assumir os desígnios da organização e para tal há toda a necessidade que seja passada a pasta, como se diz na gíria; estamos a dar uma oportunidade, já o dissemos pessoalmente ao responsável da mesa da assembleia geral cessante e vamos fazê-lo por escrito porque não temos qualquer margem para dúvidas, perante o que aqui se passou, não haverá qualquer necessidade que as coisas não decorrem dentro da normalidade que tem de acontecer”. 
Pedro Fiadeiro estranhou ainda a presença de vários agentes da GNR no local uma vez que o acto não causou qualquer perturbação da ordem pública “eu fui das primeiras pessoas a entrar nas instalações e deparei-me com um cenário que não era apropriado mas, de qualquer maneira, tivemos oportunidade de transmitir às próprias autoridades que tivessem em linha de conta que nós iriamos levar por diante este acto e não houve a mínima beliscadura no que pudesse ser a ordem pública e os associados estiveram em força e decidiram de uma forma madura e livre”. 
Questionado sobre este facto o presidente da Sanicobe que recentemente foi reeleito para o cargo, Lourenço Proença, remeteu quaisquer declarações sobre este processo para o presidente em exercício da mesa da assembleia geral. No entanto António Pinto Castelo Branco refere que só mais tarde, depois de reunir com os restantes órgãos sociais, vai tomar uma posição por escrito sobre o acto eleitoral que decorreu esta manhã. 

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