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Sexta, 18 Out 2019
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POLÍTICA
DISCUSSÃO ACESA
Rádio Cova da Beira
A retirada do ponto referente à aprovação do projecto de requalificação do antigo parque de campismo das Penhas da Saúde, propriedade do clube nacional de montanhismo, acabou por aquecer os ânimos entre Joaquim Matias e o presidente em exercício da câmara da Covilhã na última reunião pública do executivo.
Por Nuno Miguel em 24 de Mar de 2015
O vereador com o pelouro do urbanismo manifestou a sua estupefacção pelo facto de Carlos Martins ter retirado o assunto da agenda sem lhe dar conhecimento prévio da situação. Joaquim Matias refere que “eu não fico com condições, como deve compreender, para receber novamente o clube nacional de montanhismo porque terminou o percurso da minha intervenção no urbanismo em relação a este processo; eu solicitei o agendamento depois de todo o esforço feito nas últimas semanas e agora sou confrontado com esta situação mesmo o senhor sabendo que me fez uma chamada a perguntar se era para agendar este ponto”.
Já o presidente em exercício da autarquia justifica esta decisão com a necessidade de cumprir a lei. Carlos Martins sublinha que na véspera da reunião a câmara da Covilhã recebeu um parecer que propõe o deferimento do projecto, mas condicionando-o à obtenção de parecer favorável por parte do instituto de conservação da natureza e florestas “sem dúvida que este parecer me vem dar razão e que o processo deve ser retirado e deve ser novamente reanalisado; nenhuma das pessoas que está aqui é contra este projecto, todos somos a favor, mas temos que cumprir a legalidade e por isso queremos agilizá-lo porque não queremos que o clube perca esta oportunidade porque isto é mais um contributo para a Covilhã e para a região”. 
Certo é que a situação acabou por causar algum desconforto junto de todos os membros do executivo. Pedro Farromba, do movimento “Acreditar Covilhã” mostrou a sua estranheza pelo facto de o assunto ser abordado numa reunião do executivo quando o vereador do pelouro tem competências delegadas para aprovar este projecto “o vereador pode aprovar o projecto e nem sequer precisamos de estar aqui a ter esta discussão; se o senhor vereador tem as competências porque temos de votar isto na câmara ?” interroga “e isto deve aplicar-se em relação ao futuro uma vez que sempre que vier um projecto do urbanismo eu quero saber se ele está no âmbito das competências delegadas no vereador porque se estiver eu ausento-me das votações”.
Na resposta Joaquim Matias refere que o facto de ter solicitado a inclusão do assunto na ordem de trabalhos se prendeu com a importância de ouvir todos os vereadores em relação a este projecto.No entanto, o vereador com o pelouro do urbanismo acabou por se dirigir novamente a Carlos Martins “não pode haver desconforto nas funções que cada um de nós desempenha na vida pública porque aqueles que estão desconfortáveis não devem estar nos lugares; se eu fosse presidente de câmara eu nunca iria informar que isto ou aquilo vai ser retirado sem o respeito por quem tem a responsabilidade primeira da decisão dos processos”.
Palavras que não caíram bem junto do presidente em exercício da câmara da Covilhã “o senhor proferiu ai umas palavras menos correctas porque as portas tanto servem para entrar como para sair mas o que nós temos é de resolver os problemas das pessoas dentro da legalidade”. 
Certo é que após uma troca demorada de argumentos, a proposta de retirada do ponto acabou por ser aprovada pelo executivo, com os votos a favor de Carlos Martins, Jerónimo Leitão e Jorge Torrão. Joaquim Matias votou contra, Nélson Silva e José Pinto ausentaram-se da sala e Pedro Farromba já tinha anteriormente abandonado a reunião.

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