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Domingo, 16 Dez 2018
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CULTURA
ETNO CINE TEM DATA MARCADA
Rádio Cova da Beira
Primeira edição do festival etnográfico de Belmonte vai decorrer entre 7 e 11 de Abril. O certame tem como principal objectivo trazer ao interior uma selecção de filmes e apresentação de trabalhos de realizadores e actores da região de forma não competitiva.
Por Nuno Miguel em 22 de Mar de 2015

Anualmente será convidado um país ou região a poder também apresentar os seus trabalhos, sendo que neste caso a Galiza é a região que vai estar em destaque. António Dias Rocha, presidente da câmara de Belmonte, sublinha que “este é o único festival Português com esta temática o que mereceu logo a atenção das pessoas ligadas a este meio; ele visa partilhar com o público trabalhos fenomenais que recolheram e gravaram para a posteridade aspectos marcantes da vivência de vários povos e trata-se de um esforço da câmara de Belmonte em incrementar uma política cultural activa, diversificada e com um programa que aposta em temáticas arrojadas e que vão muito além do popular”.

Nesta primeira edição o “Etno Cine” vai recordar nomes como Michel Giacometti, Cláudia Alves e Laura Gonçalves. A rodagem dos filmes será feita de forma repartida entre Belmonte e as salas de cinema do Serra Shopping. Daniel Tomé, um dos principais impulsionadores da iniciativa, refere que estão reunidas todas as condições para o sucesso do festival, embora reconheça que pode existir alguma dificuldade em atrair às salas um público mais jovem “como sabem os jovens estão desenraizados da nossa cultura por diversas razões mas com certeza que a alguns lhes tem sido transmitida a identidade a que pertencem e é sobretudo a esse público que também queremos chegar”

Uma lacuna que pode ser preenchida pelos estudantes de cinema da universidade da Beira Interior. Ana Catarina Pereira, docente daquele estabelecimento de ensino superior, refere que “o cinema etnográfico é muito importante até em termos de formação curricular dos nossos alunos e já tem um olhar mais atento e curioso que a maioria das pessoas não tem; quando se fala na dificuldade de chegar a um público eu penso que isso não se sente na UBI uma vez que eles se interessam muito por estes temas e vão ter curiosidade em ver muitos destes filmes e em conversar com os realizadores”.


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