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Quinta, 19 Set 2019
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SOCIEDADE
CRIADA ASSOCIAÇÃO PARA A ECONOMIA CÍVICA
Rádio Cova da Beira
O Fundão foi o palco do acto fundacional desta nova entidade que tem como grande objectivo encontrar respostas locais para os problemas das comunidades.
Por Nuno Miguel em 26 de Feb de 2015
As autarquias de Bragança, Campo Maior, Fundão, Gondomar, Gouveia, Idanha-a-Nova, Lousã, Penela, Vila Real, Vila Velha de Ródão, uma sociedade de advogados e a santa casa da misericórdia de Campo Maior são as entidades fundadoras desta iniciativa, que vai agora procurar avançar com a criação de comunidades locais que possam articular o seu trabalho em rede. De acordo com a chefe do consórcio “vamos agora avançar para a criação dessas comunidades locais para a economia cívica em cada uma das localidades onde temos um parceiro e essas comunidades vão convidar entidades privadas, o sector público, cidadãos e ainda organizações da economia social para que em conjunto sejam abordadas as problemáticas locais e definir entre todos qual o resultado a alcançar no que diz respeito a responder aos desafios locais”.
Maria do Carmo Pinto acrescenta que a criação deste instrumento é fundamental no sentido de ajudar a resolver os problemas que mais preocupam as populações e aos quais o estado já não consegue dar resposta, deixando como exemplo o caso do emprego “a questão do desemprego não se consegue resolver apenas com a intervenção do ministro da solidariedade ou da economia ou das pessoas que tem alguma responsabilidade nessa área; o problema do desemprego passa sobretudo pela criação de riqueza e isso não se faz por decreto e portanto não existem respostas institucionais e políticas para fazer face a isto e aquilo que nós estamos a propor é uma resposta evidente aos desafios”.
Para o final do mês de Março vai ser agendada uma nova reunião, que também vai decorrer no Fundão, e onde os cidadãos vão ser chamados a pronunciar-se sobre quais os problemas que urge resolver e quais as formas de contribuir para isso. Maria do Carmo Pinto refere que “vamos convocar a cidadania para que ela compareça massivamente e que comece a reflectir connosco sobre quais são os problemas e a melhor maneira de os poder resolver e isso tem de ser debatido numa lógica de cidadania, sendo que cada um nós represente aquilo que é”.  
Também na mesma data deve ser apresentada a comunidade local do Fundão para a economia cívica. De acordo com o presidente da câmara municipal, Paulo Fernandes, já cerca de 30 organizações do concelho aceitaram o convite para integrar este novo organismo “nesse dia vamos ter a primeira reunião formal desse núcleo que vai funcionar como uma espécie de projecto piloto para a construção dos planos de acção locais que irão entroncar num projecto de candidatura de alguma dimensão que esta iniciativa para a economia vivida está a fazer a nível nacional”.
A associação agora criada pretende ser uma das entidades gestoras da iniciativa “Portugal, inovação social”, que tem uma dotação financeira de 150 milhões de euros, e pretende canalizar parte desse montante para o desenvolvimento das comunidades locais que estão a ser constituídas. 

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