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SOCIEDADE
PROPOSTA PODE SER REVISTA
Rádio Cova da Beira
O presidente da c√Ęmara de Belmonte admite que o munic√≠pio pode vir ainda a introduzir algumas altera√ß√Ķes aos novos tarif√°rios de √°gua e saneamento que foram aprovados por maioria pelo executivo no passado m√™s de Dezembro.
Por Nuno Miguel em 26 de Feb de 2015
António Dias Rocha esteve reunido com representantes de todas as bancadas na assembleia municipal e na última reunião do órgão foi criado um grupo de trabalho, que vai integrar membros de todas as bancadas, e que pretende apresentar uma proposta alternativa “achei que devia ter essa reunião com os líderes das diferentes bancadas que apresentaram essa ideia que a câmara aceitou e por isso foi constituído esse grupo de trabalho e vão ter agora um prazo de 15 dias para apresentar uma proposta alternativa e depois a câmara vai ouvir novamente os técnicos que ouviu quando elaborou a primeira proposta e depois disso vamos decidir qual das propostas será implementada”.
Uma reunião da assembleia municipal em que também marcou presença o presidente da ERSAR. Jaime Melo Baptista referiu que o concelho tem de estar preparado para introduzir aumentos aos tarifários da água “os novos regulamentos do sector contemplam a existência de um prazo de cinco anos para os operadores adequarem o valor dos tarifários ao custo total das operações de abastecimento de água, saneamento e tratamento de resíduos sólidos; é necessário por isso que comecem a ser feitos planos de evolução para que as coisas não sejam todas remetidas para o quinto ano e depois corram mal até porque esse regulamento é vinculativo”. 
No caso de Belmonte, Jaime Melo Baptista, considera que essa adequação deve começar a ser feita a curto prazo uma vez que os valores actuais da receita estão muito aquém do necessário para assegurar a sustentabilidade do sistema “na água a receita anual ronda os 280 mil euros enquanto que as despesas são superiores a um milhão, no saneamento as receitas são na ordem dos 60 mil euros e estão a gastar cerca de 800 mil; na questão dos resíduos a receita é zero e o investimento anual é de 215 mil euros, ou seja que a actual situação pode ser simpática mas não é, de todo, sustentável”.
O presidente da ERSAR admite que “no interior o preço do metro cúbico de água é superior ao que se paga no litoral devido às diferenças de densidade populacional”. A fusão de sistemas multimunicipais é um dos caminhos que pode ser seguido no sentido de se conseguir uma maior harmonização mas a entidade reguladora chumbou a primeira proposta no sentido de avançar nesse caminho “não porque somos contra as fusões mas porque aquele estudo que nos foi apresentado não tornava evidentes as vantagens desse processo nem mostrou quaisquer economias de escala”. 

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