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Domingo, 31 Mai 2020
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CULTURA
IDANHA QUER PERPETUAR RIQUEZA ETNOMUSICAL
Rádio Cova da Beira
O Centro de Recursos da Memória e da Música (CRMM) pretende preservar a musicalidade e a tradição do concelho de Idanha a Nova. O Centro foi agora apresentado publicamente mas o trabalho de pesquisa, gravação, tratamento e preservação está a ser realizado desde 2010, e sem fim à vista.
Por Paula Brito em 24 de Feb de 2015

“Porque é um trabalho tão meticuloso, tão definido, e é, sem dúvida alguma, um dos trabalhos mais completos na área da pesquisa musical e da sua divulgação”, refere João Abrantes. Segundo o director artístico da Filarmónica Idanhense, neste momento estão mais de uma centena de músicas tratadas “o nosso trabalho é tratar a música, escrevê-la, passa-la para a pauta, para que não haja descaracterização da música, para que daqui a 50 anos não existam músicas que são uma localidade e estejam completamente descaracterizadas, como nós encontrámos”.

Nesta altura existem mais de uma centena de músicas tratadas, mas o potencial musical de Idanha-a-Nova aponta para mais de um milhar. Um trabalho “titânico” que começou com os grupos de música do concelho “neste momento já gravámos com sete grupos” e vai continuar com os idanhenses “que são uns baús de memórias”.

O Centro de Recursos da Memória e da Música, que abrange a área da música e da tradição, terá um arquivo físico em dois locais do concelho – no arquivo municipal da vila de Idanha a Nova e na incubadora de empresas criativas a funcionar em Idanha-a-Velha - “nestes dois locais vão ser arquivados os conteúdos áudio, texto, as músicas, as resenhas históricas, as pautas, o vídeo, quando existe, e a fotografia, isto no caso da musicalidade, relativamente às tradições, terão os documentos de transcrição histórica, os documentos originais recolhidos, vídeos e depoimentos”.

O projecto insere-se na estratégia do município que candidatou Idanha-a-Nova à rede de cidades criativas da Unesco, na área da música, e recebe nos próximos dias 27 e 28, sexta e sábado, um encontro internacional das cidades criativas da Unesco. Um encontro onde segundo Armindo Jacinto, presidente da câmara de Idanha a Nova, vão estar representados 12 países, de quatro continentes, com cidades que integram a rede da Unesco de Cidades Criativas, na área da música “a cidade da rede mais pequena tem 500 mil habitantes, portanto, nós somos uma formiguinha”, apesar disso o autarca idanhense tem esperança num desfecho feliz da candidatura.   


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