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Domingo, 31 Mai 2020
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CIMD Cabecalho
CULTURA
DESAFIO LANÇADO
Rádio Cova da Beira
Paulo Miguez desafia as autarquias da região a avançaram para a elaboração de planos municipais de cultura. A ideia deixada pelo vice reitor da universidade federal do estado da Bahia, no Brasil, durante uma conferência sobre a temática da cultura como eixo de desenvolvimento que decorreu na Covilhã.
Por Nuno Miguel em 22 de Feb de 2015

O antigo assessor especial do ministro brasileiro da cultura Gilberto Gil defende que a elaboração desses planos, à semelhança do que já sucede no Brasil, poderia dar um estímulo muito importante à estruturação de mecanismos fundamentais para o desenvolvimento do campo cultural “esses planos podiam ser muito importantes para enquadrar a legislação sobre cultura, definir um fundo para financiar actividades culturais, definir as formas como o governo da cidade se pode relacionar com os equipamentos existentes e não só nas áreas centrais mas sobretudo na sua envolvência porque certamente serão áreas mais fragilizadas e esse primeiro movimento é fundamental e pode depois apontar para bons desdobramentos”.

Paulo Miguez destaca ainda o envolvimento que a UBI poderia ter neste domínio, nomeadamente ao nível de realização de um diagnóstico cultural concelhio e regional “essa é uma relação que tem grandes potencialidades uma vez que a universidade tem instrumentos e conhecimento que podem ser extremamente úteis para o estabelecimento de parcerias na direcção de um fortalecimento institucional do campo da cultura na região; está a ser feito um trabalho agora ainda numa base preliminar mas eu acredito que ele possa resultar num esboço daquilo que vai ser esse diagnóstico da situação cultural”.

O vice reitor da universidade federal da Bahia sublinha que a cultura continua a ter um papel preponderante no desenvolvimento das sociedades mas, em muitos casos, continua a ser o parente pobre ao nível dos orçamentos “os orçamentos são sempre os menores, nunca chegam ao um por centro que a UNESCO definiu que deviam ser os valores dos orçamentos de estado para a cultura, são os primeiros orçamentos a ser cortados e infelizmente isso é uma constante; regra geral a cultura é aquilo que nós chamamos no Brasil a cereja do bolo e nós não queremos isso, queremos ser o bolo”.

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