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Domingo, 31 Mai 2020
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CULTURA
“O LEITOR ENCONTRARÁ MOTIVOS PARA SE REVOLTAR”
Rádio Cova da Beira
É o que espera Manuel da Silva Ramos do seu vigésimo livro. “Impunidade das trevas” foi lançado este fim-de-semana na biblioteca municipal do Fundão. Um livro que, segundo o autor, fala de um tema pouco abordado pela literatura: o tempo actual.
Por Paula Brito em 16 de Feb de 2015

"Primeiro é um livro sobre a austeridade, sobre o tempo actual, sobre este período da troika, sobre o governo de Passos Coelho, eu maltrato muito isso e penso que o leitor encontrará motivos para se revoltar”.

À semelhança de “Café Montalto”, também neste livro Manuel da Silva Ramos mistura realidade com ficção. A realidade do país actual que  envolve e condiciona a vida das personagens fictícias deste romance “é uma história de amor que não se conclui, que termina mal, mas a minha heroína é um Zé do Telhado de saias que saca o dinheiro dos ricos para o entregar aos pobres. Camila, que é a personagem, encontra um homem mais idoso que é professor e que a vai ajudar na luta singular que ela trava a favor dos pobres, é um livro actual”.

A actualidade do livro está também patente na escolha do título, “Impunidade porque estamos num país onde parece que só agora a justiça anda atrás dos crimes de colarinho branco, nós vivemos até agora numa espécie de idade das trevas onde tudo era permitido, aos poderosos claro”.

“Impunidade das Trevas” é um romance fictício, a partir de um país real. Uma história de amor que não acaba bem, um romance que o autor espera que suscite a revolta do leitor.


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