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Segunda, 18 Dez 2017
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POLÍTICA
PORTAGENS SÃO ENTRAVE
Rádio Cova da Beira
O presidente da entidade regional de turismo do Centro garante que 2014 não foi o melhor ano de sempre do turismo para a região. Pedro Machado alerta para aquilo que classifica de litoralização da actividade turística.
Por Nuno Miguel em 13 de Feb de 2015
Pedro Machado refere que as estatísticas confirmam uma melhoria generalizada mas ainda não se compensaram perdas em regiões como a Serra da Estrela “estamos ainda aquém daquilo que nós esperávamos que pudesse vir a ser os resultados a atingir no chamado melhor ano turístico de sempre; foram 15 milhões de turistas que entraram em Portugal mas é preciso perceber que muitos deles ficaram pelas grandes áreas metropolitanas, pelo Algarve e pela Madeira e aquilo que nós queremos é que esses turistas possam vir a todo o território”.  
O presidente da turismo do centro acrescenta que um dos factores que mais contribui para essa situação são as portagens que originaram quebras de procura em algumas unidades na ordem dos 30 por cento sobretudo ao nível do mercado espanhol “por um lado pelo pagamento das portagens e, por outro lado, pela complexidade que surge associada a esse mesmo pagamento e portanto uma região com estas características, afastada das grandes áreas metropolitanas, que não tem uma estrutura aeroportuária e que ainda por cima é penalizada com custos de acessibilidade tem que obrigar, decisivamente, os agentes políticos que tem essa responsabilidade a olhar para aqui”.
Face a esta situação, Pedro Machado refere que “o melhor ano de sempre não foi para todas as empresas nem para todos os empresários, assistimos a uma tendência cada vez mais forte para a litoralização da actividade turística em detrimento do interior e o país não pode ser confrontado, daqui a uma década, com o esvaziamento total das regiões do interior e em particular com a perda compulsiva de empresas e por essa via de empregos e portanto temos que arranjar políticas que possam ajudar e uma delas tem a ver com a capacidade de atractividade para os territórios e a Serra da Estrela é um ponto de atractividade para toda a região centro e para Portugal”. 
Também o porta voz do movimento empresarial “pela subsistência do interior” refere que as portagens nas antigas Scut continuam a ser um problema para o desenvolvimento do sector na região. Luís Veiga afirma que os custos acrescidos de circulação são um entrave ao crescimento sustentado das empresas “as portagens continuam a ser um entrave e neste momento são o maior obstáculo tanto a nível nacional para o nosso mercado como a nível de grupos pelos encargos que trazem, nomeadamente nos autocarristas, que são valores elevadíssimos e quando se está a fazer contratação com grupos estrangeiros isso leva até a que haja uma redução das deslocações para o interior; eles quando chegam aterram em Lisboa ou no Porto e acabam por não se deslocar ao interior pelo efeito das portagens e isso fomenta o aumento de autocarros de turismo para o litoral”.
Luís Veiga acrescenta que se não for possível extinguir as portagens há que encontrar outras formas de minimizar o problema e aponta uma alternativa que poderia ser vantajosa “a criação de uma vinheta anula, que pudesse ser adquirida a um custo razoável, e permitir às pessoas de uma forma simples saber que durante um ano poderiam circular em todas as ex scut e por outro lado reduziria os encargos brutais que neste momento as estradas de Portugal têm em que 30 por cento das receitas de exploração vão directamente para custos de funcionamento do sistema que está implantado neste momento”. 
Uma proposta que o movimento já apresentou ao ministro da economia. Pires de Lima comprometeu-se a promover alterações ao actual modelo antes do final da legislatura mas até agora nada foi feito nesse sentido. 

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