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Sexta, 18 Jan 2019
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DESPORTO
PASSAGEM A SAD NÃO É OBSESSÃO
Rádio Cova da Beira
José Mendes não está obcecado em proceder à transformação da actual sociedade desportiva unipessoal por quotas do Sporting da Covilhã numa sociedade anónima desportiva.
Por Nuno Miguel em 05 de Feb de 2015
O modelo de criação dessas sociedades é exigido a todos os clubes que participem em competições organizadas pela Liga, o que levou na última temporada o clube a constituir uma SDUQ com um capital social de 50 mil euros.
Na última assembleia geral do clube, o presidente da direcção do Sporting da Covilhã admitiu que podia proceder à alteração do modelo, passando o clube a ter uma SAD com um capital mínimo de 250 mil euros, mas o processo ainda não avançou “precisamos de gente com dinheiro para fazer essa sociedade mas enquanto não aparecer esse processo não vai avançar nem estamos obcecados com isso; estamos a estudar hipóteses e na altura certa se tiver que se fazer alguma coisa os sócios serão os primeiros a saber até porque tem de se pronunciar sobre isso numa assembleia geral mas confesso que isso não tem evoluído muito porque o dinheiro cada vez abunda menos e as pessoas não tem para investir”. 
Em entrevista ao programa “Desportivamente Falando” da RCB, José Mendes admite que já existiram contactos com alguns interessados mas o processo não avançou uma vez que o clube não abdica de ter uma participação maioritária no capital da sociedade desportiva “houve algum interesse, fomos contactados, falámos, até houve estrangeiros que nos visitaram só que nós não somos fáceis de convencer até porque o clube apresenta uma situação estável e é apetecível porque não tem dívidas ao contrário de outros clubes que há por ai; vaja por exemplo o que aconteceu no Atlético em que fizeram uma SAD e agora quem manda são os investidores chineses que fazem e desfazem e o clube não é achado nessas coisas e o Sporting da Covilhã, na minha opinião, nunca pode enveredar por um caminho desses e tem que ter sempre a maioria seja numa SAD ou em qualquer outro modelo”.  
José Mendes acredita que a passagem do actual modelo para uma sociedade anónima desportiva poderia trazer algumas vantagens ao Sporting da Covilhã “a grande vantagem seria a hipótese de fazer um investimento muito forte no clube, para que pudesse chegar à primeira liga e a partir dai ser auto sustentável e não precisar rigorosamente de ninguém e governar-se a todos os níveis, seja ao nível de infraestruturas ou de tudo o resto; eu entendo que uma SAD só seria boa para o clube com esse objectivo”. 

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