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Quinta, 27 Jun 2019
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SOCIEDADE
SABONETE DE CEREJA DO FUNDÃO
Rádio Cova da Beira
A Quinta da Porta, em Vale de Prazeres, começou a produzir sabonete de cereja do Fundão. Tudo começou com uma brincadeira, no último Natal. A empresa encontrou no sabonete de cereja uma forma original de brindar os milhares de clientes que tem de norte a sul do país que desde há três anos compram as cerejas do Fundão on line. De um brinde a uma oportunidade de negócio foi um passo. A empresa prepara-se para produzir mil sabões por semana.
Por Paula Brito em 30 de Jan de 2015

A cereja do Fundão tem sido uma espécie de amuleto para José Pinto Castello Branco que decidiu, há 12 anos atrás, garantir que a Quinta da Porta, que está na família há mais de cinco séculos, fosse transmitida para a próxima geração. A primeira ideia foi desenvolver ali um projecto turístico que acabou por ser posto de lado “a cereja do Fundão estava com uma grande dinâmica e pensamos que era por aqui que tínhamos que ir e começamos a fazer a reconversão de pomares antigos e uma reorganização na família para centrarmos tudo em Vale de Prazeres, começámos com 10 hectares de pomares”. Hoje são mais de uma centena de hectares sobretudo de cereja, mas também de pêssego que na última campanha representaram uma produção de 40 toneladas de cereja e 400 de pêssego.  

Uma produção que a Quinta da Porta escoa para os grandes distribuidores e pelos milhares de portugueses que querem provar a cereja do Fundão “nós temos 10 milhões de pessoas neste país, nem toda a gente tem família no Fundão, mas quase toda a gente quer provar as cerejas do Fundão, e foi a pensar nisso que começamos a criar condições para levar a nossa fruta a todo o país, vendemos cereja on line, a venda é virtual mas a entrega é real, à porta do cliente”.

Para agradecer a confiança que os clientes têm depositado na empresa, José Pinto Castello Branco decidiu no último Natal brindá-los com um sabonete, artesanal, de cereja do Fundão “e resultou muito bem, as pessoas adoraram e uma grande parte deles perguntou-nos se podiam encomendar e nós percebemos que havia aqui uma oportunidade de negócio”. A empresa prepara-se para produzir mil sabões por semana, não só de cereja mas com outros produtos da quinta “alecrim, alfazema, laranjas, mel, rosas e claro, a cereja”. 

Um projecto que segundo o José Pinto Castello Branco também vem recuperar um pedaço desconhecido da história da Beira Baixa “a grande área produtora de sabão artesanal era a Beira Baixa, um eixo que ia desde a Covilhã, Fundão, Castelo Branco, Vila Velha de Ródão e Belver, é algo que está muito ligado ao rio Tejo e à produção de azeite, aliás há um museu do sabão em Belver que praticamente ninguém conhece. Há poucos museus de sabão no mundo, há um em Portugal, um em França e outro na Síria que é o país de origem do sabão, nós temos um deles e a maioria de nós desconhece que isso faz parte da nossa história”. 


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