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Sexta, 23 Out 2020
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CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
“BAGAÇADA MUNICIPAL”
Rádio Cova da Beira
É desta forma que a Associação Triplo A classifica o processo de instalação, em Alcains, de um centro de valorização do bagaço da azeitona. O assunto levou a Associação a enviar uma exposição ao director Geral do Ministério do Ambiente e Administração do Território e à presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro. Em breve segue para as mesmas entidades o abaixo-assinado com um milhar de assinaturas contra o empreendimento.
Por Paula Brito em 28 de Jan de 2015

Na exposição, assinada por Manuel Peralta, o presidente da assembleia geral da Triplo A envia também o parecer favorável que a Quercus emitiu sobre o projecto “o parecer é uma mentira geral, em que a Quercus omite que se torna necessário arrancar cerca de 7 hectares de pinho manso com 10 a 15 anos, sobreiros centenários, esquece que a nova localização no cabeço do carvão confina com o maior parque de cegonhas do concelho, que está inserido nos pastos do maior produtor de queijos de Alcains, e ao mesmo tempo aparece no jornal o Dr. Luís Correia a inaugurar o novo ninho da Quercus, e eu sobre isto não digo mais nada”.

Para além da queixa já enviada, a Associação Triplo A vai ainda enviar, nos próximos dias, o abaixo-assinado com mil assinaturas que recolheu em Alcains contra a construção do centro “vamos enviar um CD onde estão digitalizadas cerca de mil assinaturas  contra esta bagaçada municipal, para que saibam da grande oposição que existe em Alcains. Numa terra onde as pessoas custam a dar a cara, para nós foi uma surpresa muito grande a quantidade de pessoas que deu a sua assinatura, com número de bilhete de identidade”.

Manuel Peralta espera que a Inspecção geral do ministério do ambiente e ordenamento do território e a Comissão de Coordenação da Região Centro investiguem uma vez que a associação não tem meios para lutar em tribunal “nós não temos 10 mil euros para apresentar uma providência cautelar, por isso só nos resta denunciar para que as autoridades investiguem, aliás a Valamb já tentou em Salvaterra de Magos mas a câmara pediu-lhes um estudo de impacte ambiental, a câmara de Castelo Branco não exige um estudo de impacte ambiental para defender as populações que eles dizem defender”.

Segundo Manuel Peralta o assunto não diz respeito a Alcains “as pessoas não pensem que isto afecta só Alcains, afecta todas as localidades à volta, Caféde, Póvoa, Tinalhas, Lardosa, Lousa a cidade de Castelo Branco, e mais, compreende-se que a câmara que tendo tantos hectares de terreno urbanizado na zona industrial de Castelo Branco venha a Alcains comprar um terreno e gastar 70 mil euros?”.

Outra das questões que a associação gostaria de ver respondida e que também denuncia na exposição enviada às entidades competentes são os motivos que levaram a autarquia albicastrense a colocar o cartaz que obriga a dar conhecimento da obra a “cerca de 100 metros afastado da vedação do terreno, em local não visível, escondido na mata de pinhos mansos.”


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